Autoridades palestinas relatam morte de bebê em hospital sitiado em Gaza

    Israel, por sua vez, afirmou que havia matado um militante do Hamas que impediu a desocupação de outra unidade de saúde

    Foto: Unicef/Eyad El Baba

    Um bebê morreu e dezenas de outros pacientes estavam em risco devido ao cerco israelense ao maior hospital de Gaza neste sábado (11). A informação foi confirmada por autoridades palestinas, enquanto Israel afirmou que havia matado um militante do Hamas que impediu a desocupação de outro hospital. As informações são da Agência Brasil.

    Israel diz que médicos, pacientes e milhares de desalojados que se refugiaram em hospitais no norte de Gaza devem sair para que possa enfrentar os atiradores do Hamas que, segundo o país, colocaram centros de comando sob e ao redor das unidades de saúde.

    O Hamas nega que esteja usando hospitais dessa forma. A equipe médica diz que os pacientes podem morrer se forem transferidos e as autoridades palestinas afirmam que o fogo das armas israelenses torna perigosa a saída de outras pessoas.

    “É totalmente uma zona de guerra, é uma atmosfera totalmente assustadora aqui no hospital”, disse à Reuters Ahmed al-Mokhallalati, cirurgião plástico do hospital Al Shifa.

    “É um bombardeio contínuo há mais de 24 horas, nada parou, você sabe, vem dos tanques, da rua, do ataque aéreo”.

    Os militares israelenses não responderam imediatamente a um pedido de comentário sobre a situação relatada no hospital Al Shifa, onde um porta-voz do Ministério da Saúde palestino disse que um bombardeio israelense havia matado um paciente em tratamento intensivo.

    Ashraf Al-Qidra, que representa o Ministério da Saúde na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, disse que os atiradores de elite do exército israelense que ocupam os telhados dos prédios próximos ao hospital disparam contra o complexo médico de tempos em tempos, limitando a capacidade de movimentação dos médicos e das pessoas.

    “Estamos sitiados dentro do Complexo Médico Al Shifa, e a ocupação (israelense) tem como alvo a maioria dos prédios lá dentro”, disse.

    O hospital suspendeu as operações depois que o combustível acabou, disse Qidra, acrescentando: “Como resultado, um bebê recém-nascido morreu dentro da incubadora, onde há 45 bebês”.