Publicado em 15/01/2020 às 14h26.

Carlos Ghosn diz que embaixador francês o avisou de ‘conspiração’ da Nissan

"Francamente, fiquei chocado com a prisão", ressaltou

Redação
Imagem: Reprodução/GloboNews
Imagem: Reprodução/GloboNews

 

O ex-presidente da aliança Renault-Nissan Carlos Ghosn disse que o embaixador da França o avisou pouco antes de sua prisão de que a montadora japonesa estaria tramando contra ele.

“Francamente, fiquei chocado com a prisão e a primeira coisa que pedi era para que se certificassem de que a Nissan soubesse para que me enviassem um advogado”, afirmou Ghosn à Reuters em entrevista na capital libanesa na terça-feira (14).

“No segundo dia, 24 horas antes disso, eu recebi uma visita do embaixador da França que me disse: ‘A Nissan está se voltando contra você’. E foi aí que percebi que era tudo uma conspiração.”

Para ele, a redução do desempenho da montadora japonesa, no início de 2017, causou uma perseguição contra ele. E os japoneses da Nissan desejavam mais autonomia.

“Alguns de meus amigos japoneses pensaram que a única maneira de se livrar da influência da Renault na Nissan era se livrar de mim”, ressaltou o ex-executivo durante coletiva em Beirute no dia 8 de janeiro.

Em nota enviada pela Embaixada Geral do Japão no Brasil ao portal G1 no dia 9 de janeiro, a Ministra da Justiça, Masako Mori, já havia afirmado que os comentários do brasileiro sobre uma possível conspiração como “abstratos, obscuros ou sem fundamento”.

Mori completou que “não há como os promotores participarem de qualquer tipo de conspiração de qualquer grupo de interesse especifico e investigarem um assunto que não atingiu o limiar da investigação”.

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