China faz nova incursão aérea sobre Taiwan

    Não foram observadas movimentações incomuns das aeronaves chinesas

    Foto ilustração: Radovan Zierik/Pexels

    O Ministério da Defesa de Taiwan alertou, nesta quinta-feira (24), que aeronaves da China sobrevoaram a sua zona de defesa aérea. O episódio ocorre no mesmo dia em que a Rússia iniciou os ataques a regiões da Ucrânia, guerra observada de perto em Taipé, pela semelhança com a questão taiwanesa.

    Taiwan, ilha que na prática tem um governo autônomo, mas que a China considera uma província rebelde, denuncia há dois anos incursões que considera ilegais na Zona de Identificação de Defesa Aérea (Adiz, na sigla em inglês) taiwanesa, ainda que as aeronaves não cheguem a sobrevoar a ilha.

    O Ministério da Defesa taiwanês afirmou que foram nove aeronaves chinesas na zona de defesa aérea: um avião de reconhecimento e oito caças, que sobrevoaram uma área a nordeste das Ilhas Pratas, controladas por Taiwan, no Mar do Sul da China.

    Taipé enviou caças taiwaneses para afastar as aeronaves chinesas e instalou mísseis aéreos para “monitorar as atividades”, disse o ministério.

    A última incursão chinesa ocorreu em 23 de janeiro, quando 39 aeronaves foram identificadas na zona de defesa taiwanesa. Desde então, os voos têm acontecido de forma mais esporádica e com menos aviões.

    Taiwan tem observado com cautela a crise na Ucrânia, com medo de que a China tente aproveitar a guerra para atacar a ilha. Embora o governo não tenha relatado nenhum movimento incomum das forças chinesas, o governo aumentou seu nível de alerta.

    A questão taiwanesa remonta a 1949, quando o Partido Comunista tomou o poder da China continental, e os nacionalistas do Kuomintang, partido derrotado, fugiram para a ilha. O conflito nunca foi resolvido, e Taiwan se designa oficialmente como República da China, em oposição ao território continental da República Popular da China.