Publicado em 20/10/2019 às 13h30.

Com Santiago em erupção, Chile põe Exército nas ruas pela 1ª vez após fim da ditadura

Quase 10 mil membros das Forças Armadas estão nas ruas da capital chilena; Santiago e outras regiões do país, como Valparaíso e Concepción, estão sob toque de recolher

Agência Brasil
Foto: Reprodução/Twitter/Exército do Chile
Foto: Reprodução/Twitter/Exército do Chile

 

Três mortos, mais de 300 detidos e uma onda de incêndios e saques. Diante de protestos violentos, a capital do Chile, Santiago, amanheceu patrulhada por militares, o que não acontecia desde o final da ditadura do general Augusto Pinochet, em 1990.

Quase 10 mil membros das Forças Armadas estão nas ruas da capital. Após o presidente chileno, Sebastián Piñera, decretar estado de emergência, Santiago e outras regiões do país, como Valparaíso e Concepción, estão sob toque de recolher.

As primeiras manifestações começaram de forma pacífica no dia 14 contra o aumento de preço do metrô de Santiago, que passaria do equivalente a US$ 1,12 para US$ 1,16. Neste sábado (19), o governo anunciou a suspensão do reajuste.

Desde sexta-feira (18), entretanto, os protestos se intensificaram e os chilenos expressam insatisfação com as políticas do governo Piñera, com o sistema previdenciário chileno, administrado por empresas privadas, o custo da saúde, o deficiente sistema público de educação e os baixos salários em relação ao custo de vida.

(Com informações da RTP)

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