Defesa de ex-assessor de Jair Bolsonaro faz pedido ao STF

    Segundo a PF, Marcelo Câmara foi o responsável por uma operação de monitoramento de Moraes

    Foto: STF

    A defesa do ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), Marcelo Costa Câmara, apresentou à presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o inquérito saia das mãos do ministro Alexandre de Moraes.

    Os advogados também pediram a Moraes acesso às provas da investigação e que o ministro revisse a prisão preventiva de Marcelo Câmara, que foi preso na última quinta-feira (8) durante a operação da Polícia Federal que mirava Bolsonaro e aliados.

    Segundo a PF, Marcelo Câmara foi o responsável por uma operação de monitoramento de Moraes, com o objetivo de prendê-lo durante uma tentativa de golpe de Estado. De acordo com o Uol, no recurso enviado ao ministro Roberto Barroso, presidente do STF, a defesa de Câmara aciona a chamada “exceção de incompetência”.

    Os advogados argumentam que, por ter sido o suposto alvo do monitoramento ilegal, Moraes não poderia cuidar da investigação por falta de imparcialidade. Eles dizem que “o julgador não pode ser a um só tempo juiz e interessado na mesma lide”.

    A defesa de Marcelo Costa Câmara também pede ao ministro que reveja a decisão que autorizou a prisão preventiva do ex-assessor. O argumento, feito em outro recurso, desta vez encaminhado ao próprio Alexandre de Moraes, é que a investigação não teria trazido indícios suficientes para justificar a medida.