Embaixadora dos EUA no Brasil critica ‘agressão injustificada’ contra a Ucrânia

    'Consequências da agressão injustificada da Rússia contra a Ucrânia são devastadoras', disse Frawley

    Foto: Reprodução, redes sociais

    Após o conflito entre Rússia e Ucrânia completar um ano nesta sexta-feira (24), a embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Frawley Bagley, utilizou as redes sociais para destacar as “consequências devastadoras” que a “agressão injustificada” da Rússia causou em solo ucraniano.

    “Um ano depois, as consequências da agressão injustificada da Rússia contra a Ucrânia são devastadoras. Nosso apoio permanece com a Ucrânia e seu povo. Os próximos 12 meses não podem ser como os últimos. #StandWithUkraine.[…] A tentativa da Rússia de subjugar seu vizinho e redesenhar as fronteiras da Ucrânia pela força é uma violação clara e flagrante de ordem internacional”, escreveu a diplomata americana no Twitter.

    O governo brasileiro segue empenhado em atuar pelo cessar fogo no leste europeu. Após uma investida de Lula, a Rússia afirmou nesta quinta-feira (23) que avalia o pedido do petista para mediar a paz em solo ucraniano.

    Em entrevista à agência de notícias russa Tass, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, afirmou que o governo russo “tomou nota das declarações do presidente do Brasil sobre o tema de uma possível mediação, a fim de encontrar caminhos políticos para evitar a escalada [da guerra] na Ucrânia”.

    Conforme Mikhail, a Rússia “aprecia” o fato de o Brasil permanecer ‘neutro’ no conflito e não fornecer armas à Ucrânia “apesar da pressão dos EUA” e de países da União Européia, como a Alemanha.

    Segundo a revista Veja, o Escritório Federal de Assuntos Econômicos e Controle de Exportação da Alemanha confirmou o embargo à exportação de 28 veículos blindados Guarani do Brasil para as Filipinas.

    A reportagem aponta, ainda, que o Ministério da Defesa do Brasil enxergou a movimentação como uma espécie de retaliação ao posicionamento do governo brasileiro de não fornecer ajuda militar para Ucrânia – tendo como objetivo maior a negociação pela paz.

    Nesta quinta-feira (23), no entanto, o Brasil foi um entre os 141 países que votaram a favor da resolução que exigiu que a Rússia retire suas tropas e pare de lutar. A medida foi aprovada em Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU), após obter apenas 32 abstenções e seis votos contrários.