EUA diz que vai punir quem fizer negócios com a Venezuela

    Conselheiro de Trump afirma que ação mais dura é necessária, mas não chega a declarar embargo contra regime Maduro

    Foto: Elza Fiúza/ABr

    O governo americano anunciou nesta terça-feira (6) que os EUA estão prontos para impor sanções contra quaisquer empresas internacionais que façam negócios com o regime do ditador venezuelano Nicolás Maduro.

    A informação foi divulgada pelo conselheiro de segurança nacional americano, John Bolton. Em discurso durante o encontro no Peru, ele defendeu que uma ação internacional mais dura é necessária para acelerar a transição de poder no país sul-americano, de onde mais de 4 milhões de venezuelanos já fugiram, segundo a ONU.

    “Estamos enviando um sinal aos terceiros que queiram fazer negócios com o regime Maduro: procedam com extremo cuidado”, disse.

    O anúncio ocorre um dia após o presidente Donald Trump assinar uma ordem executiva ordenando o congelamento de todos os ativos do regime venezuelano nos EUA.

    Segundo informações da Folha de S. Paulo, ao poupar o setor privado mexicano, a medida deixa de ter o peso de um embargo como o aplicado contra Cuba, por exemplo. Além disso, o fato de a maior parte dos negócios do regime serem hoje ilegais e clandestinos impede a eficácia da medida, na análise de especialistas.

    ​De acordo com Bolton, a ordem também proíbe quaisquer transações com o regime —uma medida que, segundo ele, força empresas a escolher se vão querer correr o risco de sofrer restrições por parte dos EUA.

    “Todos os países ouvimos as medidas que os EUA adotaram ontem [segunda]. Eles as apresentaram na reunião e tomamos nota delas, porque sabemos que vão ter um impacto real dentro do regime Maduro e esperamos que permitam mais cedo do que tarde a saída desse regime”, afirmou o chanceler peruano, Néstor Popolizio, após o término do encontro.