EUA manterão acordo nuclear com Irã, mas exigirão mudanças

    Washington quer pressionar Teerã a aprovar medidas que limitam o desenvolvimento de mísseis

    Foto: New York Post

    Os EUA manterão o acordo sobre o programa nuclear do Irã, mas haverá pressão sobre o país e os demais envolvidos a aprovarem medidas que limitam o desenvolvimento de mísseis balísticos por Teerã e acabam com o prazo de validade de algumas das restrições previstas no pacto, tornando-as permanentes.

    O presidente Donald Trump anunciará nesta sexta-feira (13) sua decisão de não enviar ao Congresso a certificação do cumprimento das obrigações do Irã previstas no acordo, processo que se repete a cada 90 dias. O discurso deve ser agressivo e condenará a atuação do país islâmico no Oriente Médio.

    Assim, caberá aos parlamentares decidir o futuro do pacto em até dois meses. O secretário de Estado, Rex Tillerson, disse que o Congresso terá três caminhos possíveis: manter o acordo inalterado, restabelecer sanções (o que coloca a sobrevivência do pacto em dúvida) ou aprovar dispositivos que prevejam a aplicação imediata das penalidades caso o Irã adote determinadas ações.

    A terceira é a opção preferida pelo governo Trump, afirmou o secretário. A expectativa é que o Congresso emende o Ato de Revisão do Acordo Nuclear do Irã para incluir restrições sobre o programa de mísseis balísticos e o fim dos prazos de validade de 10 a 15 anos de obrigações previstas no pacto.