George Santos se declara culpado por crimes nos Estados Unidos após acordo

    De acordo com a Justiça dos Estados Unidos, o ex-deputado se declarou culpado de duas acusações

    Foto: Reprodução/ Instagram

    De acordo com a Justiça dos Estados Unidos, o ex-deputado George Santos se declarou culpado de duas acusações — fraude eletrônica e roubo de identidade — nesta segunda-feira (19). A declaração de culpado ocorre 15 meses após o governo federal americano ter indiciado Santos por uma série de crimes.

    O acordo evita o julgamento que estava marcado para setembro, mas pode resultar em uma pena de 2 a 20 anos de prisão, conforme o New York Times. A sentença será determinada apenas em fevereiro do próximo ano. Além disso, o acordo prevê que Santos pague uma restituição mínima de US$ 373.749,97 (aproximadamente R$ 2 milhões), segundo o jornal e a rede CBS News.

    Após admitir sua culpa, o ex-deputado pediu desculpas aos seus eleitores, afirmando no tribunal: “Eu me arrependo profundamente da minha conduta e do mal que ela causou, e aceito toda a responsabilidade pelas minhas ações”.

    Em dezembro passado, o político republicano, filho de brasileiros e que mentiu sobre sua biografia para ser eleito, foi expulso do Congresso americano, tornando-se o sexto deputado a sofrer tal medida na história. Na sexta-feira (16), promotores e advogados de Santos solicitaram uma audiência especial para esta segunda-feira, sem detalhar as condições do acordo, que estava previsto para começar a ser julgado em 9 de setembro.

    Santos enfrentava 23 acusações, incluindo fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, roubo de dinheiro público e roubo de identidade de doadores para pagar despesas com seus cartões de crédito.

    Os promotores solicitaram que, no julgamento, fossem apresentados os numerosos enganos de Santos sobre sua vida. Ele havia se reembolsado por um empréstimo de US$ 800 mil (R$ 4,33 milhões) que nunca fez para sua própria campanha; alegou ter estudado em uma escola secundária de elite em Nova York, quando na verdade seus pais, já separados, eram uma empregada doméstica com família em Niterói e um pintor mineiro; mentiu sobre ter cursado finanças no Baruch College e trabalhado em Wall Street nas empresas Goldman Sachs e Citigroup; e de fato trabalhou em uma empresa acusada de montar um esquema de pirâmide fraudulenta de investimentos, além de mentir sobre um fundo de US$ 1,5 bilhão (R$ 8,1 bilhões) que prometia retornos de 12% a 26%.