Greve dos transportes na França atrapalha viagens no Natal

    A greve já causou uma perda de 400 milhões de euros para a SNCF, operadora ferroviária

    Foto: Clement Mahoudeau/AFP

    Há 20 dias de greve dos transportes na França, a véspera de Natal dos franceses e turistas tem sido sofrida para conseguir se locomover no país. A mobilização é contra a reforma da Previdência do presidente Emmanuel Macron.

    Os trens de alta velocidade (TGV) estão com apenas 40% da frota em circulação. Segundo a SNCF, operadora ferroviária, o tráfego será reduzido ainda mais na parte da tarde, com o fechamento total das linhas de trens suburbanos parisienses, que só serão reabertas na quarta-feira “no início da tarde”.

    O secretário-geral da CGT ferroviária, Laurent Brun, disse que não há razão para que a greve pare. “Não vamos parar quando perdemos 20 ou 25 dias de salário apenas porque é Ano Novo”, afirmou,indicando que o movimento continuará na próxima semana.

    A greve já causou uma perda de 400 milhões de euros para a SNCF, segundo Jean Pierre Farandou, presidente da operadora. “O conflito não acabou e ainda é muito cedo para fazer um balanço completo, depois de vinte dias, já contabilizamos 400 milhões de euros de faturamento que não serão realizados neste período”, diz Farandou.

    Na segunda-feira (23), os manifestantes bloquearam brevemente o tráfego na linha 1 do metrô de Paris e ocuparam os trilhos do trem em Lyon. Apenas duas linhas automatizadas do metrô funcionavam normalmente e várias estavam completamente fechadas.

    Até o momento, não há solução à vista. Durante visita à Costa do Marfim no último sábado, o presidente da França disse aos grevistas que “é bom saber fazer uma trégua” e invocar seu “senso de responsabilidade”. O governo, porém, marcou para o dia 7 de janeiro a próxima reunião entre ministros e sindicatos.

    As discussões vão prosseguir até a apresentação do projeto de lei em Conselho de ministros no dia 22 de janeiro.

    Paralelamente, o primeiro-ministro Edouard Philippe “vai propor (…) um método de trabalho” sobre o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário na “semana de 6 de janeiro”.