Justiça nega processo criminal contra Donald Trump por documentos secretos

    Decisão é mais uma vitória judicial do ex-presidente e surge dois dias após atentado sofrido por ele em comício eleitoral na Pensilvânia

    Foto: Reprodução/Youtube

    Donald Trump obteve nova vitória na Justiça. Desta vez, o ex-presidente dos Estados Unidos foi beneficiado por uma decisão que rejeita o processo criminal no qual ele é acusado de manusear e retirar documentos secretos da Casa Branca, após deixar a presidência. A mesma ação o acusa, ainda, de impedir que as autoridades recuperassem os papéis. A informação é de uma matéria do Metrópoles.

    A juíza Aileen M. Cannon proferiu a decisão nesta segunda-feira (15), dois dias após o atentado sofrido por Trump em comício eleitoral na Pensilvânia. A magistrada aponta que a nomeação do promotor especial Jack Smith para atuar no processo é algo que viola a Constituição. O processo tramitava em um tribunal federal da Flórida desde junho de 2023, e era considerado pela equipe jurídica do ex-presidente como uma das ações criminais mais fortes contra ele. A rejeição surge como uma boa notícia para Trump, e justo no primeiro dia da convenção republicana, aponta o Metrópoles.

    Ainda de acordo com a reportagem do Metrópoles, ao longo de decisão de 93 páginas, a juíza não discorre sobre o mérito da ação, ou seja, ela não decide se o ex-presidente é culpado ou não pelo manuseio dos documentos sigilosos. Aileen M. Cannon cita, somente, os aspectos técnicos. “No fim, parece que o crescente conforto do Executivo em nomear consultores especiais ‘regulatórios’ na era mais recente seguiu um padrão ad hoc com pouco escrutínio judicial”, escreveu a magistrada.

    A decisão é uma resposta à moção protocolada pela defesa do ex-presidente. Os advogados alegaram que a escolha de Jack Smith como promotor especial é algo que viola a Cláusula de Nomeação da Constituição dos EUA, e que o escritório dele foi financiado indevidamente pelo Departamento de Justiça. A tese da defesa de Trump passou a ganhar força depois que o juiz da Suprema Corte Clarence Thomas expressou apoio à teoria. Apesar disso, ela pode ser derrubada futuramente. A equipe do promotor especial segue contestando o posicionamento da Justiça, complementa o Metrópoles.