Nacionalistas confundem assentos de ônibus com mulheres de burca

    Um fotógrafo norueguês publicou as imagens em grupos radicais do Facebook, e recebeu comentários racistas e confusos

    "Queria ver como a percepção das pessoas sobre uma imagem é influenciada pela forma como outras pessoas perto dele reagem", disse Johan Slattavik. Foto: Facebook

    “Trágico”, “horrível”, “aterrorizante”. Foi assim que as pessoas reagiram a uma foto de assentos vazios em um ônibus na Noruega. Isso fez parte de um experimento social feito pelo fotógrafo Johan Slattavik, em uma tentativa de provar o comportamento de manada nos grupos anti-islâmicos do país – que prontamente confundiram as imagens com mulheres de burcas.

    Em entrevista ao jornal Nettavisen de Oslo, Slattavik contou que publicou as imagens em grupos nacionalistas e anti-imigrantes no Facebook, e perguntou o que as pessoas achavam daquilo.

    O fotógrafo disse estar “interessado em ver como a percepção das pessoas sobre uma imagem é influenciada pela forma como outras pessoas perto dele reagem”.

    As publicações receberam inúmeros comentários, dentre eles: “Elas deveriam ser banidas. Você não consegue dizer o que há escondido na roupa. Podem ser terroristas”.

    A brincadeira chegou aos ouvidos de Sindre Beyer, ex-membro do parlamento norueguês, que compartilhou um print e repudiou os comentários racistas.

    Recentemente, a Noruega se juntou a Alemanha e França entre os países europeus que colocaram restrições ao uso de burcas e niqabs em público.