Obama: debate sobre controle de armas evoca ‘polarização’

    O presidente norteamericano admitiu que a quantidade de tiroteios nos Estados Unidos é única entre os países desenvolvidos

    O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu para que ocorra um debate nacional sobre controle de armas após a morte de cinco policiais em um protesto em Dallas na noite de quinta-feira (7).

    “Eu vou continuar falando sobre o fato de que não podemos eliminar todas as questões raciais em nosso país da noite para o dia, nós não seremos capazes de identificar antes do tempo e eliminar todo homem louco ou indivíduo com problemas que possa querer fazer mal à pessoas inocentes”, disse Obama neste sábado (9), em entrevista coletiva durante cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em Varsóvia, na Polônia.

    O norteamericano ainda declarou que o governo e o Departamento de Justiça foram instruídos a ajudar Dallas nas investigações das mortes. Ele disse que a polícia da cidade teve um comportamento profissional durante os protestos, mas lida com uma proliferação de armas que torna difícil o trabalho de diferenciar criminosos de pessoas que usam armas para se defenderem em tiroteios como o que ocorreu na noite de quinta-feira.

    “Parte do que está criando tensão entre as comunidades e a polícia é o fato de que as autoridades têm muita dificuldade em trabalhar nesses locais, pois eles sabem que há armas por todos os lados. O problema é que apenas mencionar a questão evoca esse tipo de polarização”, afirmou o presidente.

    Obama não mencionou o nome do atirador de Dallas, Micah Xavier Johnson, veterano do Exército, mas afirmou que pessoas que realizam tiroteios são “por definição, problemáticas”.

    O presidente norteamericano reafirmou que a quantidade de tiroteios nos Estados Unidos é única entre os países desenvolvidos.