ONG indica crescimento de 20% no número de jornalistas presos em 2021

    Foram registrados 488 jornalistas presos, 65 mantidos reféns e 46 mortos por exercer a profissão ao redor do mundo

    Foto: Bela Carrari / Flickr

    A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou um relatório, nesta quinta-feira (16), que indica um aumento de 20% em relação ao ano passado no número de jornalistas presos em todo o mundo por causa da profissão.

    No total, 488 jornalistas e colaboradores de veículos de comunicação estão detidos, sendo o maior número já registrado pela ONG, que faz o levantamento desde 1995.

    Além disso, 65 são mantidos reféns e dois estão desaparecidos.

    Até a publicação do relatório, 46 jornalistas foram mortos em 2021, o menor número registrado pela organização desde 2003. Para a ONG, a queda foi provocada pela diminuição de tensão em áreas como a Síria, Iraque e Iêmen, e pela maior mobilização pela liberdade de imprensa.

    Os países mais perigosos são México e Afeganistão, com 7 e 6 repórteres mortos, respectivamente.

    Além disso, a Repórteres Sem Fronteiras nunca registrou tantas jornalistas mulheres presas. Atualmente são 60 profissionais atrás das grades, 33% a mais do que no ano passado.

    Países por trás da alta
    O aumento geral de 20% registrado em 2021 foi puxado, de acordo com a RSF, por principalmente três países: Mianmar, Belarus e China.

    Relatório do CPJ
    Os números da Repórteres Sem Fronteiras vão ao encontro de outro relatório, publicado pelo Comitê para Proteção dos Jornalistas, na semana passada.

    O relatório apontou que o mundo atingiu um recorde global em 2021 de jornalistas que estão atrás das grades. A ONG afirma que 293 repórteres foram presos até dezembro deste ano.

    Pelo menos outros 24 jornalistas foram mortos por causa de sua cobertura, e outros 18 morreram em circunstâncias que tornam muito difícil determinar se eles foram alvos por causa de seu trabalho.