Papa condena exploração sexual e tráfico de pessoas

    Em mensagem no Twitter, pontífice marca o Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição, o 23 de agosto, instituído em 1998 pela ONU

    papa 2308 port
    Reprodução / Twitter

     

    Através de uma mensagem no Twitter, o papa Francisco lembrou o Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição e condenou a prática da exploração de pessoas.  “O tráfico de seres humanos, de órgãos, o trabalho forçado e a prostituição são escravidões modernas e crimes contra a humanidade”, escreveu nesta terça-feira (23) o líder católico. As informações são da Agência Ansa.

    Desde que assumiu o Pontificado, Jorge Mario Bergoglio condena fortemente o tráfico de pessoas e o trabalho forçado e cita a questão, especialmente, sempre quando uma nova tragédia com imigrantes ocorre na Europa. Em diversas homilias e mensagens, ele lembra dessas “novas formas de escravidão” e pede a renovação da sociedade para um sistema mais justo.

    Já na questão da prostituição, o papa também envia mensagens e tem atitudes cheias de simbolismo. No dia 12 deste mês, ele visitou a Comunidade Papa João XXII onde se encontrou com 20 ex-prostitutas. Na visita surpresa, ele pediu perdão às mulheres “por todos aqueles homens” e “por todos os católicos e fiéis que desfrutaram, abusaram e violentaram vocês”.

    Instituído em 1998 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Internacional da Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição lembra uma revolução ocorrida em Santo Domingo (atualmente, República Dominicana) em 1791. No dia 23 de agosto daquele ano, uma rebelião desencadeou a “Revolução Haitiana” e teve papel fundamental para pôr fim no comércio de escravos na América Central.