Publicado em 23/07/2016 às 11h00.

Polícia alemã descarta relação de atirador com o Estado Islâmico

O alemão estava sob tratamento psiquiátrico e não tinha vínculos com refugiados ou passagem pela polícia

Redação
Em coletiva, polícia alemã diz estar claro que atirador do shopping em Munique tratava-se de um "lobo solitário) (Foto: Reprodução/Twitter)
Em coletiva, polícia alemã diz estar claro que atirador do shopping em Munique tratava-se de um “lobo solitário) (Foto: Reprodução/Twitter)

 

De acordo com informações da agência France Presse, o chefe da polícia alemã, Hubertus Andrae, disse neste sábado (23) que acredita que o autor do ataque,que terminou com dez mortos – incluindo o agressor – e 27 feridos, na tarde de sexta-feira (22), em Munique, na Alemanha, não tinha relações com o Estado Islâmico.

Segundo ele, não há razões para acreditar que o suspeito por trás do tiroteio de Munique estivesse ligado ao grupo extremista Daesh.

“O atirador tinha 18 anos, nasceu e cresceu em Munique e era um aluno de escola. Uma busca foi conduzida no seu apartamento e no quarto onde ele morava. A busca não identificou nenhuma ligação ao Daesh [Estado Islâmico]”, disse Andrae, durante entrevista coletiva organizada pela emissora N-24.

“Não há indicações de que, além do criminoso que cometeu suicídio, houvesse outras pessoas envolvidas nos acontecimentos da sexta-feira. Do nosso ponto de vista, está claro que estamos lidando com um lobo solitário”, acrescentou.

O chefe da polícia frisou que o ataque não tem relação com a questão dos migrantes. Segundo ele, o atirador não tinha licença para o porte de arma. Armado com uma pistola Glock de 9 mm usada, ele agiu sozinho. Ele levava 300 balas na mochila, informou o investigador Robert Hemberger, de acordo com a Associated Press.

O atirador de 18 anos, que tem dupla nacionalidade – alemã e iraniana -, nasceu em Munique e estava sob tratamento psiquiátrico. Ele não tem vínculos com refugiados e não tinha passagem anterior pela polícia, segundo as autoridades.

Representante do Ministério Público alemão disse que que a instituição partiu do princípio de que “este caso se trata de um ato clássico de um desequilibrado sem nenhum tipo de motivação política”.

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