Presidente da Argentina é indiciado após realizar festa durante fase dura da quarentena

    Caso ocorrido na residência oficial de Alberto Fernández tem causado revolta entre argentinos

    Alberto Fernández, presidente da Argentina (Foto: Reprodução/Facebook)
    Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
    Foto: Reprodução/Arquivo pessoal

     

    O presidente da Argentina, Alberto Fernández, foi indiciado por realizar uma festa de aniversário para a primeira-dama, Fabiola Yáñez, em 14 de julho de 2020, período em que o a região metropolitana de Buenos Aires atravessava uma dura quarentena devido a pandemia de Covid-19. O caso aconteceu na residência oficial de Olivos, tem causado revolta entre argentinos.

    A festa reuniu ao menos 13 pessoas e tinha sido mantida em segredo até 5 de agosto, quando fotos do encontro vazaram para a imprensa. Na ocasião, Fernández ainda mentiu e disse que a imagem se tratava de uma montagem.

    No entanto, uma segunda imagem foi vazada poucos dias depois, com um número maior de convidados, com bolo, jantar e garçons, sem deixar dúvidas de que o encontro se tratava de uma reunião pessoal, na residência oficial e na data indicada. Com isso, o presidente teve que recuar e admitir a realização da festa.

    Naquele período, a Grande Buenos Aires ficou completamente de quarentena, permitindo apenas que os trabalhadores de serviços essenciais circulassem nas ruas. O comércio e as escolas estavam fechados, e para quem precisasse sair de um raio de 500 metros de casa ou fosse utilizar o transporte público, tinha que apresentar um certificado.

    Caso Fernández e a mulher forem condenados violação do decreto presidencial, podem pegar uma pena de de 6 meses a dois anos de prisão por descumprir a própria regra que estabeleceu e por colocar em risco a saúde pública. A defesa do presidente enviou ao juiz Sebastián Casanello, responsável pelo processo, um pedido de absolvição, com a proposta de doar ao Instituto Malbrán, um laboratório que realiza pesquisas e testes de coronavírus, a metade de seu salário por quatro meses.

    Segundo as pesquisas eleitorais, a aprovação da gestão de Fernández tem caído e chegou a apenas 30%. Além disso, 37% dos entrevistados na Argentina disseram que o escândalo influenciará no voto.