Presidente do Chile troca oito ministros após novos protestos

    “Esta equipe terá a missão de ouvir e abrir um diálogo em direção a um Chile mais justo”, escreveu Sebastián Piñera, no Twitter

    Foto: José Cruz/Agência Brasil

    O presidente chileno Sebastián Piñera trocou oito ministros, entre eles seu primo Andrés Chadwick, afastado da pasta do Interior e da Segurança Pública, após uma nova onda de protestos no país.

    Em seu lugar, foi nomeado Gonzalo Blumel, que chefiava até então o ministério encarregado das relações do governo com o Congresso.

    Filiado à União Democrata Independente (UDI) – partido mais à direita da coalizão que elegeu Piñera – Chadwick foi um apoiador, quando jovem, da ditadura de Augusto Pinochet.

    Ao ser perguntado sobre a repressão aos manifestantes, Chadwick afirmou que não tinha “responsabilidade política nenhuma” pela violência, o que causou uma onda de pedidos de renúncia, expressados na hashtag #renunciaChadwick.

    No Ministério das Finanças, por sua vez, o presidente nomeou o economista liberal e professor Ignacio Briones, em substituição a Felipe Larraín, que já havia ocupado o mesmo ministério no primeiro mandato de Piñera.

    Também alvo de críticas, a porta-voz Cecilia Pérez foi transferida para o Ministério do Esporte. Quem assune o posto é a governadora metropolitana de Santiago, Karla Rubilar.

    “Esta equipe terá a missão de ouvir e abrir um diálogo em direção a um Chile mais justo”, escreveu Piñera no Twitter, pouco antes de anunciar os novos nomes.