Presidente peruano pode sofrer impeachment em caso Odebrecht

    Pedro Paulo Kuczynski será julgado nesta quinta-feira (21). Congresso do Peru tem maior parte das cadeiras ocupadas pela oposição

    Reprodução/ Twitter

     

    O presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, corre sério risco de sofrer impeachment nesta quinta-feira (21). Ele é acusado de receber propina e manter laços escondidos com a construtora brasileira Odebrecht.

    Kuczynski encara a votação no Congresso, onde a maioria é da oposição. A tendência é de que o resultado não seja favorável ao economista liberal de 79 anos, segundo o El Pais.

    Para o impeachment, são necessários 87 votos. Somente o partido de oposição Força Popular tem 72 cadeiras ocupadas  dos 130 assentos do Congresso do Peru.

    Nesta quarta (20), o presidente fez um discurso aparentemente direcionado aos deputados, no qual disse que o país está “diante de um golpe disfarçado de interpretações jurídicas”.

    Ao lado dos dois vice-presidentes, Martin Vizcarra e Mercedes Araóz, o mandatário peruano garantiu não ter cometido nenhum ato de corrupção e se desculpou por não combater a legenda Força Popular, principal articuladora do seu impeachment.

    Caso seja deposto, Vizcarra – também embaixador peruano no Canadá – assume a presidência imediatamente até 2021, quando se encerram os cinco anos de mandato.

    A Odebrecht admitiu, em 2016, ter pago mais de US$ 785 milhões em 12 países, desde 2001. Entre eles, dez nações latino-americanas. O objetivo era conseguir contratos de obras públicas.

    Também há um mandado de prisão expedido contra o ex-presidente Alejandro Toledo. O também ex-presidente peruano Ollanta Humala foi detido em julho pelas autoridades e será julgado por corrupção.

    Outros líderes políticos, inclusive Keiko Fujimori, fundadora do partido articulador do impeachment, também é investigada pelo Ministério Público do país.