Repórter acusado de espionagem é objeto de troca de prisioneiros entre Rússia e Ocidente

    Ex-soldado dos EUA e dois espiões russos 'ilegais' também devem fazer parte da troca

    Fotos: Divulgação / White House/ Reprodução/Fotos Públicas

    O repórter do Wall Street Journal, Evan Gershkovich, que foi libertado da custódia russa, é parte de uma grande troca de prisioneiros entre a Rússia e países do Ocidente, é o que aponta a Bloomberg, citando pessoas familiarizadas com a situação que confirmaram que a troca ocorreria nesta quinta-feira (1), em um local fora da Rússia.

    Segundo matéria do InfoMoney, o ex-soldado dos EUA, Paul Whelan, também acusado pelas autoridades russas de espionagem também foi liberado e deve fazer parte da troca. Já o jornal britânico The Guardian apura que a troca também envolverá a libertação de prisioneiros políticos russos, bem como o retorno de vários russos presos no Ocidente por espionagem, assassinato e outros crimes para a Rússia.

    Histórico

    Preso em março de 2023, Gershkovich trabalhava na cidade de Ecaterimburgo como repórter, foi sentenciado no mês passado sob a acusação de espionagem a 16 anos de prisão. Ele se declarou inocente e o Wall Street Journal e o governo dos EUA rejeitaram as acusações e as classificaram como absurdas.

    Uma possível troca tem sido cogitada há meses, com longas discussões nos bastidores envolvendo vários governos, e poucos detalhes chegando ao domínio público. Muitos analistas vincularam a prisão inicial de Gershkovich a uma política russa que equivale a tomar reféns, com o objetivo de aumentar a pressão sobre os países ocidentais para liberar espiões, hackers e assassinos russos. Ainda segundo o The Guardian, dois espiões russos “ilegais”, presos na Eslovênia e condenados na quarta-feira (30) ao período em que ficaram presos e expulsos do país também devem integrar a troca.