Publicado em 22/09/2020 às 14h34.

Secretário-geral da ONU pede acordo global por cessar-fogo e contra discriminações

Em discurso nesta terça, Guterres afirmou que ainda há "desafios por vir" e a solidariedade deve ser o interesse em um mundo interconectado

Redação
O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, fala durante a 75ª Assembleia Geral anual da ONU, que está sendo realizada principalmente devido à pandemia da doença coronavírus (COVID-19)  (Foto: Organização das Nações Unidas)
O secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, fala durante a 75ª Assembleia Geral anual da ONU, que está sendo realizada principalmente devido à pandemia da doença coronavírus (COVID-19)
(Foto: Organização das Nações Unidas)

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu um acordo global pelo cessar-fogo até o final deste ano. Em discurso de inauguração da 75ª Assembleia Geral, nesta terça-feira (22), Guterres afirmou que ainda há “desafios por vir” e a solidariedade deve ser o interesse em um mundo interconectado como o que estamos vivendo.

Guterres pediu ainda pelo fim do que chamou de “nova guerra fria”.

“Nosso planeta não pode bancar um futuro onde as duas maiores economias dividiram o globo, cada uma com suas próprias regras financeiras e de comércio, com capacidades de internet e inteligência artificial diferentes”, declarou.

De acordo com informações da Agência Brasil, o secretário-geral da ONU defendeu ainda um esforço conjunto para cessar as violações de direitos contra meninas e mulheres, o que chamou de “guerra secreta contra as mulheres”, e que haja um novo “contrato global” para dar fim ao racismo, à discriminação e à exclusão. Além disso, um projeto de renda básica universal também deve ser discutido.

O discurso do secretário-geral da ONU trouxe também alertas quanto ao clima e ao meio ambiente. Guterres solicitou que todos os países-membros zerem as emissões de carbono até 2050. Além disso, Guterres alertou sobre o desenvolvimento de vacinas em prol de suas próprias populações.

“Devemos assegurar que o mundo em desenvolvimento não caia na ruína financeira, pobreza crescente e crise de débito. Precisamos de compromisso coletivo nessa queda vertiginosa”, afirmou.