Advogado suspeito de estupro em Itacaré é identificado

    Advogado Walter Gomes Marques Neto foi preso por suspeita de estupro em Itacaré e responde a processo ético-disciplinar na OAB-SE

    Foto: Reprodução / Redes Sociais

     

    O advogado Walter Gomes Marques Neto, de 47 anos, foi identificado como o homem preso por suspeita de estuprar uma mulher uruguaia, de 55 anos, em Itacaré, no sul da Bahia. 

    Além da investigação criminal, o advogado responde a um processo ético-disciplinar na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Sergipe (OAB-SE) por supostas ameaças contra diretores e funcionários da entidade.

    A OAB-SE informou que tomou conhecimento da prisão de Walter, realizada na terça-feira (11), durante a Operação Malhas da Lei, conduzida por equipes da Delegacia Territorial de Itacaré. A entidade afirmou que vai solicitar às autoridades informações sobre a ocorrência e acesso aos elementos da investigação para avaliar a adoção de novas medidas no âmbito ético-disciplinar.

    “Considerando a gravidade dos fatos noticiados, a OAB Sergipe solicitará oficialmente às autoridades competentes informações sobre a ocorrência, bem como acesso aos elementos da investigação e à documentação pertinente”, diz trecho da nota.

    Suspeita de estupro em Itacaré

    De acordo com a Polícia Civil, Walter Gomes teria atraído a mulher com uma proposta de trabalho para atuar na administração de um camping localizado na comunidade de Matinha, na zona rural de Itacaré.

    Segundo o relato apresentado pela vítima às autoridades, ela teria sofrido violência sexual em duas ocasiões depois de chegar ao local. A denúncia levou a Polícia Civil a realizar diligências e reunir elementos que fundamentaram as medidas judiciais contra o advogado.

    Baiano, Walter possui registro profissional na OAB tanto na Bahia quanto em Sergipe. Ele também já estava submetido a uma medida cautelar que o proibia de ingressar no Fórum de Itacaré. A determinação havia sido concedida pela Justiça em favor da juíza titular da comarca.

    Após a prisão, o advogado foi encaminhado para uma unidade policial, onde permanece custodiado à disposição do Poder Judiciário.