Publicado em 14/05/2026 às 14h45.

Em estado de emergência, cidade do interior intensifica medidas contra a dengue

O MP-BA (Ministério Público) também se manifestou e recomendou medidas para a prefeitura

Redação
(Foto: reprodução/ Prefeitura de Alagoinhas)

 

Após decretar estado de emergência em saúde pública, a gestão da cidade de Alagoinhas está adotando medidas para combater a dengue no município. O MP-BA (Ministério Público) também se manifestou e recomendou medidas para a prefeitura.

Nesta terça-feira (12), Alagoinhas recebeu 2.000 novos testes rápidos que serão integrados à rede de assistência do município. Os insumos serão distribuídos de forma estratégica em todas as UBS (Unidades Básicas de Saúde) e na UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde, Claudine Ramos, os testes rápidos serão utilizados exclusivamente para pacientes que apresentem quadro clínico suspeito de Dengue. “A medida visa dar agilidade ao diagnóstico e permitir o início imediato do protocolo de tratamento e monitoramento do paciente”, explicou.

Quanto à Zika e Chikungunya, o fluxo de diagnóstico permanece com as solicitação de exames laboratoriais, onde os profissionais de saúde seguirão os protocolos de coleta e encaminhamento para análise, garantindo que todos os pacientes recebam a assistência adequada para cada tipo de vírus.

A diretora informou que a chegada desses testes é um reforço fundamental para o monitoramento epidemiológico na cidade. “Além de auxiliar no manejo clínico individual, o diagnóstico rápido permite que a Vigilância em Saúde identifique áreas com maior circulação do vírus em tempo real, direcionando de forma mais assertiva as ações de bloqueio e combate ao mosquito Aedes aegypti”, comentou.

A prefeitura também anunciou esta semana que recebeu mais dois carros fumacê, totalizando agora oito veículos de nebulização veicular (UBV pesado) em circulação na cidade.

Os veículos percorrerão os bairros que apresentam maior incidência de casos e altos índices de infestação. Entre as localidades contempladas estão: Jardim Petrolar, Conjunto Dom José Cornelis, Parque Floresta, Parque Regente, Conjunto Pinto Aguiar, Brasilinha, Parque Alagoinhas, Conjunto Alagoinhas III (Urbis/Rua Catu), Parque São Francisco, Urupiara, Conjunto Bom Viver, Parque Vitória, Jardim Pedro Braga, Teresópolis, Vila dos Laranjais, Santo Antônio, Santa Terezinha, Alecrim, Jardim Santa Terezinha, Alagoinhas Velha, Cavada, Jardim Imperial, Inocoop I e II, Centro, Silva Jardim, Baixa da Candeia, Baixa do Corte, Santa Isabel, Águas do Viver, Vila São Pedro, Barreiro de Baixo e Barreiro de Cima.

A prefeitura de Alagoinhas também destacou a atuação de mais de 50 agentes de combate às endemias. Esses profissionais cobrem cerca de 1.700 quarteirões com visitas domiciliares, eliminação de focos e aplicação de inseticidas com bombas costais, além de promoverem ações educativas nas escolas da rede municipal.

Dengue em Alagoinhas

Segundo dados divulgados pela gestão municipal na quarta-feira (6) passada, entre 1º de janeiro e 29 de abril de 2026, foram registrados 1.374 casos suspeitos das arboviroses transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Desse total, a cidade contabiliza 65 casos confirmados de dengue, 129 de chikungunya e quatro de zika.

Tendo em vista este cenário, o MP-BA reforçou os pedidos por ações de combate e tratamento das arboviroses na cidade, recomendando, na última sexta-feira (8), uma série de medidas.

Entre as medidas recomendadas pela promotora de Justiça Patrícia Alves Martins, estão a manutenção e ampliação dos serviços de saúde, especialmente as ações de vigilância epidemiológica, controle do mosquito Aedes aegypti e manejo clínico dos pacientes. O MP-BA também orientou a execução integral do Plano Municipal de Contingência ou, na ausência dele, a adoção imediata de medidas emergenciais para enfrentamento da situação.

A promotora de Justiça destacou ainda a importância da divulgação transparente dos dados epidemiológicos, da notificação adequada dos casos pelas redes pública e privada de saúde e da capacitação dos profissionais para diagnóstico e atendimento das arboviroses.

Também estão previstas ações intersetoriais, campanhas educativas para a população e o apoio, quando necessário, de órgãos estaduais de saúde. O Município deverá ainda mapear imóveis abandonados ou com recusa de acesso para atuação dos agentes de saúde e, se necessário, adotar medidas judiciais para garantir a entrada nesses locais.

A recomendação para a população é que ao apresentar sintomas como febre alta, dores no corpo e atrás dos olhos, o cidadão deve procurar a unidade de saúde mais próxima da sua residência para avaliação.

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