Entregadora da Shopee é vítima de intolerância religiosa após ser barrada por turbante

    O bahia.ba tentou entrar em contato com a assessoria da Shopee pelos meios disponíveis, mas não obteve êxito

    Foto: Reprodução

    Uma prestadora de serviços de entrega da Shopee, que atua em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), procurou o bahia.ba neste sábado (22), e denunciou ter sido vítima de intolerância religiosa por ser candomblecista.

    A trabalhadora, que preferiu não se identificar, contou ao portal que a situação começou quando entrou no galpão da empresa para retirar encomendas e foi orientada a retirar o turbante e os contreguns que usava.

    Segundo ela, o aviso foi feito de forma constrangedora e diante de outros funcionários. A vítima lamentou o ocorrido justamente no mês da Consciência Negra.

    Após o episódio, a direção da empresa responsável pelo galpão divulgou um comunicado confirmando a proibição do uso de diversos itens.

    No texto, intitulado “Proibição de Adornos na Operação por Motivos de Segurança”, a Shopee afirma que “é expressamente proibido qualquer tipo de adorno na operação, como brincos, anéis, joias, piercings, turbantes na cabeça e contreguns visíveis”, alegando normas de segurança.

    A vítima afirma, porém, que funcionários de outras religiões- como frequentadores de igrejas evangélicas – entram no espaço usando seus acessórios religiosos sem qualquer impedimento, o que reforça a suspeita de discriminação.

    Devido ao constrangimento, ela registrou queixa na 18ª Delegacia Territorial de Camaçari. Uma audiência está marcada para a próxima segunda-feira (24).

    Segundo a denunciante, embora o episódio tenha ocorrido diante de outros trabalhadores, ninguém aceitou testemunhar por medo de retaliação.

    O bahia.ba tentou entrar em contato com a assessoria da Shopee pelos meios disponíveis, mas não obteve êxito.