Estudantes desenvolvem desodorante, esfoliante e sabonete à base de cacau

    Os alunos estudam no Biotecnologia do Centro Técnico de Educação Profissional (CETEP) Médio Rio de Contas, no município de Ipiaú

    Foto: SEC-BA

    Estudantes do 2º e 3º ano do curso técnico em Biotecnologia do Centro Técnico de Educação Profissional (CETEP) Médio Rio de Contas, no município de Ipiaú, estão desenvolvendo pesquisas à base do cacau. Uma das novidades é o Bionat, nome dado ao desodorante natural produzido pelos alunos. Também na linha de biocosméticos, eles criaram um esfoliante e sabonete, a partir do projeto “Cocoa´s Face: nibs do cacau como alternativa para produção de esfoliante natural”.

    Desenvolvidos em três formatos (roll-on, creme e spray) e voltado para o nicho de adolescentes, o Bionat é isento de sais de alumínio e parabeno e promete ter a mesma ação dos produtos convencionais em suas propriedades emoliente, hidratante, bactericida e fungicida, além do poder de esfoliar, clarear e combater odores.  “Foi uma experiência muito rica, pois os alunos aprenderam a importância dos produtos naturais, tanto na sua eficácia como na composição hipoalergênica, livre de conservantes químicos e perfumes”, relata a professora-orientadora Edneide Putumuju, que contou com a supervisão técnica do professor de Química, Atanael Santos.

    O estudante Vinícius Santana Santos, 17, 3º ano em Biotecnologia, comenta sobre sua experiência com o Cocoa’s Face. “O principal aprendizado que obtive foi transferir um projeto do papel para a realidade. Levarei esta experiência para a vida e para a universidade”, revela. A colega Cailane Rodrigues da Silva, 17, afirma que o principal aprendizado com o Cocoa’s Face foi a disciplina.

    O esfoliante e sabonete Cocoa´s Face, feitos a partir do nibs (amêndoas do cacau), têm na sua formulação matérias-primas naturais, como cacau em pó, óleo de coco extravirgem, bicarbonato de sódio e glicerina natural. “A experiência foi enriquecedora e valiosa. Foi muito satisfatório ver como se sentiam empolgados a cada pesquisa, reunião ou descoberta e o quanto o projeto os deixou motivados. Eles puderam vislumbrar que estudante de escola pública é capaz de galgar outros horizontes ao concluír o Ensino Médio”, pontua a professora de Língua Portuguesa e de Projeto Experimental, Rosilma Silva Rodrigues, que orientou os estudantes no projeto, junto à bióloga e docente Ana Maria de Souza.