Líder religiosa denuncia intolerância de evangélicos em frente a terreiro; veja vídeo

    Em denúncia feita nas redes sociais, Júlia Onisajé postou vídeo do momento em que grupo faz "oração" na porta do Ilê Axé Oyá Ladê

    Foto: Arquivo Pessoal/Instagram

    Dramaturga e yalorixá do Ilê Axé Oyá Ladê Inan, Fernanda Júlia Onisajé denunciou um ato de intolerância religiosa de evangélicos, em frente ao terreiro, localizado em Alagoinhas. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (27) nas redes sociais, o grupo faz uma “oração” na porta da casa da yalorixá Mãe Rosa.

    “O nosso ilê axé Oyá L adê foi vítima de ódio religioso. Evangélicos se reuniram em culto na porta do nosso terreiro invocando Jesus para fechar a casa do demônio”, escreveu Onisajé, que pediu ajuda à Secretaria De Promoção Da Igualdade (Sepromi).

    Só em janeiro deste ano, de acordo com dados do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o número de casos de intolerância religiosa (13) foi quase três vezes maior do que a média mensal em 2017 (4,6), e o dobro de ocorrências no mesmo período em 2018 (5,9).

    A Frente Nacional Makota Valdina, formada por organizações pela defesa às religões de matriz africana, emitiu uma nota em solidariedade ao terreiro, “brutalmente violentado” pelo grupo evangélico. A instituição reforçou o pedido de ajuda à Sepromi e também da Defensoria Pública:

    “Em uma prática de puro ódio religioso evangélicos invadiram o espaço externo do Terreiro e agrediram Mãe Rosa de Oyá e autoridades religiosas que estavam presentes. Diante do fato de racismo institucional e da violação do respeito ao livre exercício dos cultos religiosos e da garantia, na forma da lei, de proteção aos locais de culto e a suas liturgias, pedimos que os órgãos públicos competentes: Sepromi Ba / Defensoria Bahia possam dar uma atenção e encaminhamento para mais este caso no interior do Estado”.

    Assista: