Prefeito de Jequié comenta publicação da primeira-dama: ‘infeliz’

    Flávio Santana minimizou a situação e afirmou que a exoneração não teve relação com a repercussão negativa da publicação

    Flavinho Santana falou sobre impacto político da publicação da primeira-dama sobre eleitores de Lula (Foto: reprodução/Redes Sociais @flavinhosantana)

    O prefeito de Jequié, Flávio Santana (União Brasil), minimizou o impacto político da polêmica envolvendo a sua esposa e ex-secretária da Saúde, Mariana Oliva, e disse que exoneração dela já vinha sendo discutida antes do ocorrido. Justificativa foi dada à rádio 95 FM, na quarta-feira (28), e publicada pelo prefeito nas redes sociais.

    Para Santana, a postura da primeira-dama se deveu a “ânimos aflorados” e que ela tem pouca experiência política, mas que considerou a republicação dela “infeliz”.

    “Ela foi infeliz na publicação e em menos de 24 horas a própria emitiu uma nota pedindo desculpas. Se você pegar a postagem, ela não faz nenhum juízo de valor a trabalhadores, à população em si. Foi um repost, não foi algo que ela construiu e, às vezes, fez até sem ler na íntegra, sem perceber ali que, de fato, poderia gerar uma repercussão dessa”, declarou Flávio Santana “Então, eu avalio de forma muito fria e que ela teve a humildade de tá, reconhecendo o erro e trazendo isso à tona”.

    O prefeito de Jequié também comparou a fala de Mariana Oliva à do governador Jerônimo Rodrigues (PT) de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os seus apoiadores deveriam ser responsabilizados pelas medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19 e “ir à vala” – comentário sobre o qual ele se retratou posteriormente.

    Segundo prefeito de Jequié, exoneração foi planejada para a primeira-dama poder se dedicar mais aos filhos

    Flávio Santana negou que a exoneração de Mariana Oliva consequência da repercussão e afirmou que a saída da pasta já estava sendo discutida pelo casal. “Tenho dois filhos pequenos, então havia uma necessidade, agora, nesse momento, de ela estar mais presente. A gente já vinha discutindo isso internamente”.

    O herdeiro de Zé Cocá (PP) também afirmou que não apoiou nenhum dos candidatos ao segundo turno das Eleições Gerais de 2026 e que deseja que todos os eleitos façam bons governos, independente do alinhamento político.

    Primeira-dama de Jequié disse que

    Após o fim do segundo turno, Mariana Oliva republicou um texto em que chama os eleitores de Lula de pessoas que “não querem trabalhar” e associa artistas e estudantes a “cheiradores” e maconheiros”.

    A publicação gerou grande repercussão negativa e foi repudiada pelo SINSERV ( Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) de Jequié. “Discordar é legítimo. Desrespeitar não pode ser naturalizado“, escreveu o grupo.

    A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também repudiou a publicação e afirmou que a mensagem ultrapassa os limites da liberdade de expressão e do debate democrático ao atribuir, de maneira generalizada, características negativas a eleitores de determinado espectro político.