Prefeito de Salvador comenta crise entre Sheila Lemos e PSDB

    "A gente vai ter essas disputas locais", disse Bruno Reis (União Brasil)

    Sheila Lemos (União Brasil) e Bruno Reis (União Brasil) (Foto: bahia.ba e reprodução/PMVC)

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), comentou, nesta terça-feira (22), sobre a tensão entre a prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil) e o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira).

    Nas eleições de 2026, tanto o partido da prefeita de Vitória da Conquista quanto o PSDB fazem parte da base aliada de ACM Neto (União Brasil), candidato a governador da Bahia e ex-prefeito de Salvador.

    A gente vai ter essas disputas locais. Graças a Deus, nosso grupo é muito grande e tem em alguns municípios, até pela dimensão de Vitória da Conquista, algumas disputas locais que acabam, agora, já se aproximando da reta final, a temperatura subindo e o calor aumentando. Mas vamos estar todos unidos no projeto. O que nos une é a proposta de derrotar o PT e mudar a Bahia”, afirmou o prefeito de Salvador.

    Desgaste avançou durante o período eleitoral

    A prefeita Sheila Lemos e o PSDB têm vivido atritos no terceiro maior colégio eleitoral da Bahia. A última foi protagonizada pelo deputado federal e presidente do PSDB na Bahia, Adolfo Viana (PSDB). Em um vídeo durante evento eleitoral, publicado pelo Blog do Sena, o presidente do partido afirmou que Lemos foi “covarde” por declarar apoio à candidatura do seu marido, Wagner Alves (União Brasil), rompendo com Tiago Correia (PSDB), também candidato à ALBA (Assembleia Legislativa da Bahia).

    “Porque, se ela foi covarde com o Tiago, nós estamos agora reconstruindo um novo grupo político”, afirmou Adolfo Viana, segundo a publicação. Em março deste ano, inclusive, Correia defendeu o nome de Sheila Lemos como nome forte para chapa com ACM Neto.

    Em resposta, a prefeita publicou um vídeo nas redes sociais reforçando o apoio dela a Wagner Alves. “O tempo é senhor da razão”, diz legenda da publicação.

    O desgaste também se aprofundou com a mudança de Diogo Azevedo para o PSDB após ser eleito pela União Brasil – desencadeando a cassação do mandato.