O terror em Eunápolis é similar ao de Barreiras. O Rio de Janeiro faz escola

    Eunápolis, uma cidade com quase 100 mil habitantes, uma das maiores da Bahia, ontem estava mergulhada na perplexidade assistindo um mar de destruição com bananas de dinamite

    Frase da vez

    “Fui agredida com virulência e machismo, tive minha dignidade atacada violentamente sem qualquer respeito à minha família, amigos, eleitores e ao povo”

    Cristiane Brasil, deputada do PTB do Rio que foi barrada na tentativa de assumir o Ministério do Trabalho, em discurso na Câmara.

    Foto: Taísa Moura/ TV Santa Cruz
    Foto: Taísa Moura/ TV Santa Cruz

     

    Em mais um sinal de que a cidadania está cada vez mais perdendo espaço para o crime organizado, uma quadrilha de 40 homens armada com fuzis AR 15, AK 47, metralhadoras e até artilharia antiaérea, bloqueou os quartéis da PM, inclusive Rondesp e Caema, incendiaram carros na saída da cidade, começaram a disparar tiros para o ar e explodiram a sede da Prosegur, uma empresa de guarda de valores.

    Tudo isso pouco depois da meia noite de ontem. Uma noite de terror, em que um vigilante morreu e cinco pessoas saíram feridas, entre elas três mulheres.

    Ação cinematográfica

    Geraldinho Alves, editor do site Bahia 40 Graus, de Eunápolis diz que que nunca se viu nada parecido no sul da Bahia:

    — Foi uma ação cinematográfica, de filme de terror. Ficou evidente que o crime organizado é bem mais armado que a polícia, por isso não houve reação. Os policiais também se protegeram.

    Óbvio que Eunápolis, uma cidade com quase 100 mil habitantes, uma das maiores da Bahia, ontem estava mergulhada na perplexidade assistindo um mar de destruição com bananas de dinamite que não explodiram espalhadas no local do ataque.

    Em abril de 2016 ataque similar foi desfechado em Barreiras. A suspeita é a de que a quadrilha seja a mesma. E a certeza é a de que o Rio de Janeiro está fazendo escola que infelizmente está se espalhando pelo Brasil.