2020: o ano em que as redes sociais deram as cartas. E a baixaria no topo

    Parece que a excelência é xingar

    Foto: Divulgação
    Foto: Divulgação

     

    Em 2020, quando as redes sociais explodiram em importância nas campanhas eleitorais, o balanço é positivo ou negativo? Pergunta, da leitora Diana Vasconcelos (não é parenta), moradora de Itapuã, é da boa. Amiga, ainda não vi estudos, mas os indicadores apontam que a sociedade evoluiu muito, infelizmente na contramão do bom senso.

    Remete-nos a uma lição do mestre querido Antônio Loureiro, professor de História da Comunicação do time de jornalistas que está, ressalva dos próprios, sexy (sexagenário).

    Novo Paradigma

    Loureiro ensinava que nós, candidatos a interlocutores entre a sociedade e os fatos que nela se passam, aprendêssemos de saída que esse negócio de difamar pessoas, denegrir, atacar a honra, ‘é coisa de moleque, vagabundo desses que se acham em qualquer esquina de cada cidade desse país’.

    E dissertava sobre o mapa da mina: — Vocês estarão aptos a exercer o sagrado direito da crítica no dia em que aprenderem a elogiar e convencer. No dia em que você elogiar e ninguém lhe chamar de puxa saco, baba ovo, propineiro e que tais, neste dia você atingiu a maturidade. E atingirá a excelência no dia em que alguém pegar o seu elogio e usar como referência.

    Prezada Diana, as esquinas daquele tempo são as redes de hoje. E nelas constatamos exatamente o oposto: parece que a excelência é xingar.

    Que triste, para nós, que ficamos com o mestre.