2024: Escolha para cabeça de chapa segue ‘metodologia democrática’, diz Robinson

    "Essa metodologia demanda maior tempo, porque é diferente do outro grupo que governa Salvador, que tem um chefe que decide"

    Foto: Jamile Amine/ bahia.ba

    Em conversa com o bahia.ba, o deputado estadual e pré-candidato do PT à Prefeitura de Salvador, Robinson Almeida, comentou a delonga na escolha do nome que vai encabeçar a chapa majoritária do grupo de Jerônimo Rodrigues (PT) na disputa com o prefeito Bruno Reis (União Brasil), que vai tentar se reeleger em 2024. Segundo o parlamentar, o governador utiliza “um critério democrático.”

    “É o tempo da política… O governo de Jerônimo está usando uma metodologia democrática, participativa, colocando todo mundo numa mesa. Essa metodologia demanda maior tempo, porque é diferente do outro grupo que governa Salvador, que tem um chefe que decide”, diz Robinson em referência a ACM Neto (União Brasil), embora não cite o nome do ex-prefeito de Salvador.

    “O processo no nosso grupo é de consulta, de conversa. Ele tem muitos partidos, tem muitas lideranças, e isso consome um tempo político maior”, afirma o deputado.

    Diante da recente polêmica em torno de uma suposta decisão sobre o nome do vice-governador Geraldo Junior (MDB), e o posicionamento do PCdoB, com Olívia Santana, Robinson Almeida mantém o discurso da base sobre unidade, e defende que haja “uma correspondência entre a força política social e institucional dos partidos.”

    “Os nomes que foram apresentados são bons nomes. Nomes que têm uma história na cidade, que têm representatividade. E o debate que tem que ser feito é qual é o perfil que o grupo de Lula e Jerônimo vai apresentar. Nós estamos defendendo quem seja o perfil de esquerda porque corresponde à maioria da base social do governo Jerônimo em Salvador. Mas são argumentos que a gente tem colocado, convivendo com todas as outras candidaturas. Todas são legítimas, e o PT está, óbvio, apresentando uma candidatura, que é a minha, e sustentando a nossa indicação”, afirma Robinson.

    Ele descarta a possibilidade de se candidatar a vice-prefeito. “Não há esse debate instalado. Eu só tenho discussão sobre a cabeça de chapa. Realmente, a gente não tem como discutir outra possibilidade, outra alternativa nesse momento, porque não há debate acumulado com o PT a não ser a legítima reivindicação de liderar a cabeça de chapa no processo eleitoral.”