Temer diz que não afastará ninguém neste momento

    Oito dos seus 28 ministros compõem a lista de investigados no STF; se algum for denunciado, será afastado temporariamente, mas, se virar réu, terá de deixar o cargo

    Foto: Valter Campanato/Agência Brasill

    O presidente Michel Temer (PMDB) já estava ciente de que os pedidos de investigação autorizados pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, atingiriam oito dos seus 28 ministros. Ele teve tempo para montar a estratégia de redução de danos para enfrentar o agravamento da crise.

    Na tentativa de proteger a sua gestão, o peemedebista pediu aos auxiliares que preparem suas defesas e não se manifestem antes de conhecerem o conteúdo das delações da Odebrecht.

    Por enquanto, não será feita nenhuma demissão na equipe, mas Temer não esconde a preocupação com o que está por vir. Se algum dos ministros for denunciado, será afastado temporariamente e, se virar réu, terá de deixar o cargo. A linha de corte foi definida em fevereiro. Na lista de Fachin estão os dois mais próximos ao mandatário: Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência. Trata-se do coração do governo.

    De acordo com o jornal O Estado de São Paulo desta quarta-feira (12), o receio do Planalto é de que o ambiente conturbado provoque instabilidade política, afete a recuperação da economia e prejudique o andamento dos temas de interesse do Palácio no Congresso, como as reformas da Previdência e trabalhista.