A 22 dias das eleições, Bruno lidera com folga. Denice cresce, mas pouco

    Se a eleição fosse hoje, o candidato de ACM Neto ganharia no primeiro turno, segundo pesquisa A Tarde/Potencial

    Foto: Divulgação/Valter Pontes
    Foto: Divulgação/Valter Pontes

     

    Pesquisa A Tarde/Potencial hoje divulgada carimba a do Instituto Paraná publicada dois dias atrás: nos primeiros 15 dias de propaganda eleitoral no rádio e na TV, Bruno Reis (DEM) já vinha crescendo em todas as consultas, com o ostensivo apoio de ACM Neto; assumiu a ponta, e, se a eleição fosse hoje, ganharia no primeiro turno.

    Também é notável que Major Denice (PT), a cristã nova do cenário, com a desenvoltura que demonstra e as bençãos de Rui Costa, assumiu o segundo lugar. Mas tem apenas 8%, bem atrás dos 43% de Bruno. Aliás, a soma de todos os outros dá 23%, um indicativo de que poderemos não ter segundo turno.

    Neto em cena

    A rigor, o cenário que as pesquisas agora configuram, em plena campanha, é quase o mesmo da pré-pandemia: Bruno já anunciado candidato de ACM Neto, os outros dispersos.

    Os novos ingredientes parecem ter influenciado a favor dele. Dos 10 minutos da propaganda, ele tem mais de 4; depois, Denice com 2; e Isidório e Olívia Santa com 1.

    Aí entra ACM Neto com sua avaliação de 32% ótima, 38% boa e 27% regular, uma excepcional marca de 97%, turbinando Bruno Reis ostensivamente, dizendo ‘esse é o meu’. Ou seja, pregando o continuísmo do que deu certo.

    Rui tem também alta aprovação, 23% de ótima, 40% de boa e 27% de regular, total de 90% em Salvador, mas não colou tanto. Seja como for, a pesquisa mostra 21% de indecisos. Quer dizer: tem jogo.

    Esquerda e direita

    O deputado Hilton Coelho, do PSOL, entra na disputa como candidato mais à esquerda. Já Cezar Leite (PRTB), aliado de Bolsonaro, é o inverso, abraça a causa da extrema direita.

    Arautos de pequenos partidos, o PSOL ainda tem tempo de TV e direito a debate, coisa que, para Cezar, é minguado. Mas na pesquisa, Cezar leva a melhor. Tem 2 pontos, contra 1 de Hilton. Ou seja, 100% a mais.

    Sob registro de número BA-09090/2020 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa tem margem de erro de 3,46 pontos percentuais (para mais ou para menos).