Frase da vez
“Pensar só em si e no presente é uma fonte de erro em política”
Jean de La Bruyère, escritor francês famoso por uma única obra, Personagens ou costumes do século (1645-1696)

Mal a campanha eleitoral começou e a forma de financiamento de campanha vigente, com doações apenas de pessoas físicas, já é um papo que não deu.
Grande parte dos deputados federais baianos, que aproveitaram o recesso para circular pelo interior, concluiu: assim que as urnas de 2016 forem lacradas, vai se discutir um novo modelo, entre o financiamento privado com restrições ou o financiamento público, como querem alguns.
O ano de 2016 já demonstrou a tendência prevista. E o pior: quem tem acesso, está recorrendo aos ricos do lugar. Ou seja, está tudo dando no mesmo, o financiador incubado que acaba dando as cartas nos mandatos.
Nelson Pelegrino (PT), que estava secretário de Turismo e esta semana reassumiu a Câmara, também circulou pelo interior baiano e admite:
– Volto para Brasília com uma única certeza: assim não pode ficar. Eu particularmente defendo o financiamento público.
Gorjeta
Embora Dilma tenha aumentado o Fundo Partidário de R$ 250 milhões para R$ 860 milhões, o único dinheiro legal fora as doações individuais, o dinheiro é mixuruca. Cada deputado do DEM recebeu, por exemplo, R$ 1,2 milhão. O partido diz que acumulou dinheiro.
É a maior cota, mas rateada, o destinatário recebe uma ninharia. E no PSDB, que deu R$ 100 mil a cada deputado, repartido, vira gorjeta.

Chapa Ibérica
No início dos debates no PT para a definição do vice de Alice Portugal (PCdoB), muito se disse que estava fora de cogitação uma Chapa Parmalat. Ou seja, dois brancões.
Falavam que ‘tinha que ter tinta’ (um negro ou negra), já que Salvador é a capital mais negra do Brasil em quantidade e organização.
A escolha de Maria Del Carmem foi o pior desfecho. Alguns integrantes do Movimento Negro estão chamando de Chapa Ibérica (Portugal e Espanha). Colou.
Quase lá
ACM Neto foi a Brasília conversar com os líderes nacionais do PRB para fechar o nome do vice.
Ontem, o grosso das apostas descambava no deputado Bruno Reis (PMDB).
Morta viva
Na lista revisada do TCM, dissemos aqui que foram retirados os mortos e acrescentado Luiz Caetano (PT), de Camaçari, não?
Engano. Os mortos que saíram foram Paulo Machado, de Senhor do Bonfim, falecido em abril deste ano, e Rielson Lima, de Itagimirim, assassinado em julho de 2014.
Mas Rilza Valentim, de São Francisco do Conde, falecida em julho de 2014, continua lá. É a morta-viva dos fichas-sujas.
Lição de casa
A polícia montou forte aparato para acompanhar as delegações da Alemanha e México pelas ruas de Salvador.
Motos do pelotão Águia travavam as ruas para o ônibus passar, acompanhado de duas viaturas da Rondesp.
- Vitalina Santos, 70 anos, humilde moradora de São Cristóvão, num ponto da Paralela, em frente ao CAB, interpretava o fato do alto de sua experiência de vida:
— Tudo isso só para evitar que roubem os celulares deles? Deus é mais…
Adeus a Barretinho
Antônio Carlos Barreto, acadêmico, diretor da Fundação Getúlio Vargas, secretário do Trabalho no Governo Waldir Pires, deixou os amigos tristes no fim de semana.
Sábado sofreu um infarto fulminante. Se foi, mas deixou o melhor: exemplos de decência e dignidade no trato da coisa pública.

Rouanet municipal
Acontece amanhã (9h), no Centro de Cultura da Câmara de Salvador, a primeira audiência pública para discutir o projeto de ACM Neto, o Programa Viva Cultura – Lei de Incentivo à Cultura de Salvador, uma espécie de Lei Rouanet municipal.
Leo Prates (DEM), que preside a CCJ e patrocina a audiência, diz que, pelo projeto, a Prefeitura de Salvador vai abrir mão de R$ 60 milhões em ISS e IPTU para incentivar a cultura no município.

