A jogada do PT, com Lula lá e Haddad cá

    O partido ainda joga com uma possibilidade, a de esticar o julgamento final até depois do dia 17

    Já pensou se o TSE ao invés de impugnar a candidatura de Lula mantivesse? Seria uma bomba mundial com vasta capilaridade incendiária nacional: um candidato que lidera as pesquisas, preso.

    Nem o PT acredita nisso. Tanto que ontem, no primeiro dia da propaganda eleitoral, na Bahia pelo menos, o time de Rui Costa, com todos os seus aliados (candidatos a deputado inclusos) apareciam ao lado de uma foto de Fernando Haddad com o nome: Lula Haddad.

    Ficou explícito que o partido botou Lula na frente para protestar contra a prisão, auferir dividendos com a popularidade dele, mas também sabendo que não vai dar, botou o olho nas urnas de outubro, com Haddad lá.

    O partido ainda joga com uma possibilidade, a de esticar o julgamento final até depois do dia 17, já que aí vence o prazo para as urnas eletrônicas selarem os nomes com fotos dos que estarão nelas em outubro.

    Nesse caso, mesmo que a impugnação seja consumada adiante, o nome de Lula que estaria lá, com foto e tudo, para que o eleitorado votasse no 13 que, de direito, seria Fernando Haddad.

    Os petistas estão convencidos de que o ungido de Lula, no caso Haddad, estará no segundo turno. Seria outro milagre que a campanha no rádio e tevê iria operar. A mesma expectativa é a da turma de Geraldo Alckmin, caso em que 2018 reeditaria o duelo entre tucanos e petistas. Será?