Publicado em 28/06/2018 às 13h45.

A opção de Rui por Coronel obedeceu apenas a simples lógica do jogo político

Por que Rui desmancharia uma aliança consolidada com Otto Alencar e João Leão para bancar uma candidata que em 2014 nem pelo menos votou nele?

Levi Vasconcelos

Frase da vez

“Um raciocínio lógico leva você de A a B. A imaginação leva você a qualquer lugar que você quiser”

Albert Einstein, físico alemão, pai da Teoria da Relatividade (1879-1955)

Foto: Vaner Casaes/ AL-BA
Foto: Vaner Casaes/ AL-BA

Pergunta do leitor João Brendo Oliveira, de Alagoinhas: Rui Costa agiu certo ao rifar Lídice da Mata e botar Angelo Coronel na chapa?

A melhor resposta talvez seja uma outra pergunta de um aliado de Rui, também amigo da senadora: por que Rui desmancharia uma aliança consolidada com Otto Alencar e João Leão (ambos de fora do campo tradicional da esquerda baiana), para bancar uma candidata que em 2014 nem pelo menos votou nele?

Afinidades

Lídice, nos seus esperneios, diz que Rui cometeu ‘um erro histórico’, ao rifá-la, o que, por tabela, ressalta ela, também atinge a representação política das mulheres.

Que as mulheres perdem, é certo como sem dúvida. Mas do ponto de vista da arquitetura dos interesses eleitorais dele, que busca a reeleição, muito pelo contrário. Rui, Otto e Leão, de há muito se afinam bem e levaram a afinidade para a política, aponto de terem combinado, também há tempos, que farão campanha juntos. O próprio Rui diz que o governo dele não é vermelho. Tem também o azul de Leão.

Ou seja, o bloco de esquerda-centro está unido e o governo bem avaliado. Em suma caro João, Rui jogou o jogo clássico do em time que ganha não se mexe. Se decidisse bulir nisso seria algo como um gol contra, de propósito, numa final de Copa do Mundo.

Levi Vasconcelos

Levi Vasconcelos é jornalista político, diretor de jornalismo do Bahia.ba e colunista de A Tarde.

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