A palavra de ordem para os novos prefeitos é o velho aperto de cinto

    Eles sabem que vão enfrentar um cenário ruim, de dificuldades, o mesmo que fez 109 desistirem de tentar a reeleição este ano e 127 perderem o mandato

    Frase da vez

    “O Tiradentes devia ser o padroeiro do Brasil; tá todo mundo com a corda no pescoço!” 

    Jornalista e humorista da Folha de São Paulo (1943)

     

    Na imagem, Maria Quitéria (PSB), prefeita de Cardeal da Silva e presidente da UPB, que durante os seus oito anos (em dois mandatos) nunca teve uma conta rejeitada (Foto: Divulgação).
    Na imagem, Maria Quitéria (PSB), prefeita de Cardeal da Silva e presidente da UPB (Foto: Divulgação).

     

    A penúria financeira de estados como o Rio de Janeiro e o Grande do Sul, que sequer conseguem pagar salários em dia, mais a debacle eleitoral que atingiu a grande maioria dos prefeitos baianos que disputaram a reeleição, acenderam o sinal de alerta para os 417 prefeitos que vão assumir o mandato em 1º de janeiro, 340 novos, apenas 77 reeleitos.

    Eles sabem que vão enfrentar um cenário ruim, de dificuldades, o mesmo que fez 109 desistirem de tentar a reeleição este ano e 127 perderem o mandato. A busca por informações que os ajude a passar o momento de sufoco ficou evidente ontem no encontro de orientação promovido pelo TCM e a UPB no Fiesta.

    Maria Quitéria (PSB), prefeita de Cardeal da Silva e presidente da UPB, que durante os seus oito anos (em dois mandatos) nunca teve uma conta rejeitada, diz que a tarefa é árdua.

    — Sofri. Tive que demitir para não infringir a Lei de Responsabilidade. E recomendo que fiquem atentos a cada quadrimestre. Ou temos que demitir ou cortar contratos.

    Quitéria diz que nestes tempos de crise uma das saídas é a busca de Parcerias Públicas Privadas (PPPs) para atrair investimentos e até gerar empregos..

    — O senso comum acha que PPP é só para Fonte Nova e grandes obras. Não. E a Caixa tem dinheiro para PPP.