ACM Neto promete hospital regional em Senhor do Bonfim

    Candidato também voltou a defender o chamado Pix Saúde, proposta de sua campanha

    Foto: Divulgação

    O candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) prometeu transformar o hospital de Senhor do Bonfim, no norte do estado, em uma unidade regional caso seja eleito. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (25), durante ato de campanha no município, que contou com caminhada, carreata e comício.

    Ao lado do prefeito Laércio Júnior (União Brasil) e do candidato ao Senado Angelo Coronel (Republicanos), Neto afirmou que pretende ampliar a estrutura da unidade, com atendimento de urgência e emergência, UTI e equipamentos.

    “Recentemente o governo estadualizou o hospital de Senhor do Bonfim, mas o compromisso que eu assumi e que firmei com o prefeito Laércio quando demos as mãos e confirmamos que estaríamos juntos nessa jornada, é que, eu sendo governador da Bahia, Senhor do Bonfim vai ter um hospital regional novinho em folha, com todos os equipamentos para garantir atendimento de urgência e emergência, com UTI e com condições de reforçar a saúde na região”

    Proposta para a saúde

    Neto também voltou a defender o chamado Pix Saúde, proposta de sua campanha para contratação de serviços da rede privada em situações de urgência e emergência quando não houver vaga disponível na rede pública. A proposta já havia sido detalhada pelo candidato em sabatina nesta semana.

    “Além disso, como suporte a gente fala também do Pix Saúde, que naqueles casos de urgência e emergência, quando não houver uma vaga na rede pública, a gente vai fazer o pagamento do tratamento na rede particular”

    O candidato aproveitou o discurso para criticar a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na área da saúde e questionar a situação da fila de regulação.

    “Ele disse que iria zerar a fila da regulação. Hoje, ele fala que nenhum baiano espera mais do que 24 horas para conseguir uma consulta, um exame ou um internamento em nosso estado. Nós sabemos que isso não é verdade”

    Interior como prioridade

    Neto afirmou ainda que pretende colocar o interior entre as prioridades de um eventual governo. Segundo ele, a estratégia incluiria investimentos em saúde, segurança, educação, emprego e geração de renda.

    “O interior é uma prioridade. A gente não pode pensar em mudar a Bahia e ter um futuro diferente para o nosso Estado se não for começando pelo interior e trabalhando pelo interior. O meu vice Zé Cocá é um exemplo disso, da importância que a gente quer dar ao interior do Estado”, afirmou ACM Neto

    Eu quero deixar o meu nome na história dos baianos como o governador que enfrentou os problemas mais sérios de saúde, de segurança, da baixa qualidade de educação, de ensino, que trouxe oportunidade e sonhos para os nossos jovens, emprego e geração de oportunidade e prosperidade para o interior da Bahia. Então, o interior vai ser prioridade absoluta para a gente”, completou o candidato.

    Segurança pública

    Durante o comício, o candidato também direcionou críticas à política de segurança pública do governo estadual. Neto citou declaração anterior de Jerônimo e apresentou sua própria posição sobre o combate ao crime organizado.

    “Jerônimo, recentemente, falou que não queria colocar os bandidos para fora da Bahia, não. Que ele tinha pena dos outros estados. Pois, comigo vai ser diferente, comigo bandido vai ser na cadeia ou bem longe da Bahia”

    Neto também mencionou episódios recentes de violência em Senhor do Bonfim para criticar a atuação do governo estadual.

    ACM Neto cita violência

    “Quatro anos atrás, Jerônimo disse que iria enfrentar o crime organizado em nosso estado. Hoje, quando eu entrei no carro, a primeira notícia que eu tive é que duas pessoas foram assassinadas aqui em Senhor do Bonfim no dia de hoje. Há 15 dias também houve mais outros dois assassinados. Meu Deus do céu!”

    Na sequência, afirmou que a violência passou a fazer parte do cotidiano dos baianos:

    “Antigamente, para ter notícia de facção criminosa, de tiroteio, a gente precisava ligar a televisão e acompanhar o que estava acontecendo em São Paulo e no Rio de Janeiro. Hoje em dia não, acontece debaixo dos nossos olhos, acontece com vizinhos, com colegas de trabalho, com parentes nossos”