O ex-prefeito de Salvador e candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), reagiu nesta quinta-feira (17) ao pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean. A medida foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em nota enviada à imprensa, ACM Neto disse que o episódio representa uma tentativa de interferência no processo eleitoral por meio da divulgação de “factoides e insinuações mentirosas e falsas”.
“Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”, afirmou.
O ex-prefeito de Salvador também relacionou o episódio à disputa pelo Governo da Bahia. Para ACM Neto, a divulgação das informações representa “uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia”.
“Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia”, declarou.
O que investiga a Operação Overclean
A 10ª fase da Operação Overclean foi deflagrada nesta quinta-feira para investigar suspeitas de direcionamento de contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte entre 2024 e 2025. Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.
Segundo a PF, ao menos três procedimentos investigados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões. As apurações envolvem o fornecimento de serviços e materiais didáticos.
Confira a nota na íntegra:
Fica cada vez mais clara a tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento.
Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia.
A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa. Temos a chance de, em 17 dias, vencer um grupo político que controla o governo do estado há 20 anos e que já demonstrou que é capaz de fazer qualquer coisa para se manter no poder, tentando inclusive usar as estruturas de Estado para interferir no resultado da eleição. Nada disso vai me abalar e nem me desviar do meu propósito de servir ao povo da Bahia.
Seguirei rodando o Estado, divulgando minhas propostas de governo e dialogando com a população, até o dia 4 de outubro, quando o povo terá oportunidade de dar uma resposta nas urnas.

