Acusação de improbidade é ‘nonsense’, classifica Gabrielli

    “Eu não recebi nada. Como sempre, a imprensa sabe antes", criticou ex-presidente da Petrobras

    Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba

    Acusado pelo Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul de improbidade administrativa na construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN III), em Três Lagoas (MS), o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse achar “nonsense” a ação.

    “Eu não recebi nada. Como sempre, a imprensa sabe antes […], isso me parece nonsense”, classificou.

    Segundo o presidente, a ação é “de um fato depois que eu saí da Petrobras”. “Não conheço nada do processo. Continuo com os meus bens bloqueados. Não sei o que vai acontecer”, disse, ao bahia.ba.

    De acordo com o Estadão, auditoria do Tribunal de Contas da União apontou prejuízo aos cofres públicos decorrente da antecipação de pagamento sem a devida garantia.

    Além de Gabrielli, são responsabilizados pela irregularidade os ex-diretores da estatal Almir Guilherme Barbassa, Guilherme Estrella, Jorge Luiz Zelada, Maria das Graças Silva Foster e Renato de Souza Duque; a empresa Galvão Engenharia S.A e seus representantes legais Erton Medeiros Fonseca e Guilherme Rosetti Mendes; e a Sinopec Petroleum do Brasil LTDA, representada por Wang Zhonghong.

    A Procuradoria pede liminarmente à Justiça a indisponibilidade de bens de Graça, Gabrielli e dos outros citados e, ao final da ação, a condenação dos réus ao ressarcimento ao erário, suspensão de direitos políticos, proibição de contratar com o poder público e demais penas previstas na Lei de Improbidade Administrativa.

    Segundo a Procuradoria da República, R$ 155 milhões – correspondentes a 5% do valor contratado (R$ 3,1 bilhões) – foram adiantados ao consórcio responsável pela obra sem qualquer contraprestação específica que protegesse a Petrobras em caso de inadimplemento do contrato, como, de fato, aconteceu.