Adhemar de Barros, o ex da avenida

    Deu lugar ao baiano Milton Santos

    Interventor de São Paulo de 1938 a 1941, durante a ditadura Vargas, Adhemar de Barros, o homem que emprestava o nome à hoje Avenida Milton Santos, dizem alguns, é a gênese do ‘rouba, mas faz’.

    Jânio Quadros, sempre adversário, em 1953, candidato a prefeito, teve o apoio dele, mas no ano seguinte o derrotou na disputa pelo governo deitando e rolando na campanha do ‘um tostão contra o milhão’.

    Também atacava Adhemar dizendo que ia acabar com ‘ratos, ricos e reacionários’. E vezes batia no famoso ‘Cofre de Adhemar’ (deu até livro).

    Jânio foi presidente, e renunciou (1961); Adhemar voltou a se eleger governador, foi cassado pelos militares. Em 1985 voltando do exílio, Jânio decidiu disputar a Prefeitura de São Paulo. Adhemar de Barros faleceu em 1969, mas o filho, Adhemar de Barros Filho, então deputado federal, ensaiava uma candidatura (que não colou). Na primeira entrevista à TV Tupi, Jânio disparou:

    — Está tudo dentro dos conformes. Já me arranjaram até um novo Adhemar!