Publicado em 08/06/2017 às 14h57.

Agentes de trânsito cobram votação de projeto que autoriza uso de armas

A matéria, de autoria de Leo Prates (DEM), foi apresentada em 2015, mas está engavetada; caso aprovada, os profissionais poderiam portar cassetetes e pistolas taser

Fernanda Lima
Foto: Reginaldo Ipê/Ascom/CMS
Foto: Reginaldo Ipê/Ascom/CMS

 

Os agentes de trânsito e transporte foram à Câmara de Salvador (CMS), nesta quinta-feira (8), durante a sessão que aprovou a mudança de texto no Código Tributário e de Rendas do Município, para cobrar a votação do Projeto de Lei (PL) 368-15, que autoriza o uso de armas não letais pela categoria. A matéria, de autoria do presidente da Casa, Leo Prates (DEM), foi apresentada em 2015, mas está engavetada desde então.

O coordenador-geral do Sindicato dos Servidores em Trânsito e Transporte de Salvador e Região Metropolitana (Sindttrans), Pedro de Jesus Pires, defendeu, em entrevista ao bahia.ba, que a medida é “necessária”, devido ao risco ao qual os profissionais estão expostos quando precisam punir infratores que circulam pela capital baiana. Entre o armamento solicitado pela entidade estão pistolas taser (armas de choque), cassetetes, spray de pimenta, gás lacrimogênio e algemas.

“Os agentes estão em perigo sem os dispositivos necessários para a defesa. Temos constatado um grande número de agressões contra essa categoria no desempenho de suas atividades. Precisamos ter o mínimo possível de proteção e segurança para exercer o trabalho da forma mais adequada à população”, afirmou Pires.

O superintendente de Trânsito de Salvador, Fabrizzio Müller, também justificou à reportagem a necessidade de liberação do material. “Trata-se de uma categoria muito hostilizada. Temos muitos registros de violência. Essa semana tivemos um caso em que um cidadão arremessou uma pedra bem pesada dentro de um veículo onde estava um funcionário da Transalvador porque ele removeu o carro do infrator de uma via não autorizada”, falou, ao citar o caso que desencadeou o pedido da associação.

A Transalvador informou ao portal que cinco agentes prestaram queixa na delegacia devido a agressão ou ameaças. A autarquia buscou defender que, apesar do pequeno número de notificações, é elevado o índice de atitude violentas contra os profissionais, mas eles muitas vezes não prestam queixa.

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