Sem definição de pré-candidatura, Denice deve ficar 3 anos fora da PM

    Lideranças do PT desconversam sobre planos futuros com major; prioridade, eles dizem, é ganhar eleições em Salvador

    Foto: Instagram/Arquivo Pessoal

    Já foi publicada no Diário Oficial a licença da major Denice Santiago de suas funções na Polícia Militar. O período inicial em que ficará afastada da corporação, na condição de agregada, é de três anos. Embora só tenha sido publicada na última sexta-feira (20), a licença é retroativa a 9 de março, dia que anunciou sua saída da Ronda Maria da Penha, e segue até 8 de março de 2023.

    A policial militar é a aposta do governador Rui Costa para as eleições municipais em Salvador, embora sua candidatura ainda não tenha sido homologada. O ato aconteceria no último sábado (21), mas a pandemia de coronavírus deixou os planos em suspenso.

    A condição da licença não inclui salário por parte do Estado. O PT ainda não teria definido qualquer coisa sobre a remuneração de Denice, já que ela ainda não se confirmou candidata. No entanto, o presidente do partido em Salvador, Ademário Costa, afirmou ao bahia.ba que nenhum militante recebe qualquer salário do partido.

    “O partido não dá nenhum tipo de remuneração. É voluntário. Toda militância é voluntária”, disse.

    O presidente estadual do PT, Éden Valadares, não falou muito sobre o assunto, porque a prioridade agora, segundo ele, é contribuir no combate ao novo coronavírus. “Denice deve ter a mesma leitura que nós, da direção do PT, de que há uma grande chance de vencer a disputa eleitoral. E, assim, pediu a maior licença possível”, limitou-se a dizer.

    A “maior licença possível” é algo que chama a atenção. Até porque, se não for concretizado o plano de ganhar nas urnas a cadeira no Tomé de Sousa, quais seriam os planos do partido para a major?

    Pessoas próximas à major afirmaram que a licença é de até três anos, e que está nos planos da policial voltar à corporação caso não seja escolhida candidata ou se não for eleita, caso dispute as eleições. A remuneração também não seria um problema, já que a policial tem suas economias e vive sem muitos gastos.

    O presidente municipal da siga, Ademário Costa, embora discreto em suas declarações, sugeriu que Denice seguirá entre “a nova safra” de quadros do PT. “Todas as pessoas não vão parar. Se nenhuma delas vai parar, Denice também não”, resumiu, se referindo aos nomes que se colocaram à disposição para o pleito municipal – o ex-secretário Juca Ferreira, o deputado Robinson Almeida, a secretária Fabya Reis e a socióloga Vilma Reis.