Aladilce cobra crédito ao governo federal após entrega de ônibus

    Parlamentar criticou a postura do gestor municipal e afirmou que a renovação dos veículos só foi possível graças aos recursos provenientes do Governo Lula

    Foto: André Souza / bahia.ba

    A vereadora de Salvador, Aladilce Souza (PCdoB), rebateu as declarações do prefeito Bruno Reis (União Brasil) em relação ao investimento da nova frota de transporte público da capital baiana. A parlamentar criticou a postura do gestor municipal e afirmou que a renovação dos veículos só foi possível graças aos recursos, linhas de financiamento e garantias concedidas pelo Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    A Prefeitura de Salvador deu início à entrega de cerca de 700 novos ônibus com ar-condicionado e baixa emissão de poluentes no último sábado (19), em uma ação classificada pelo Executivo municipal como a maior renovação da história do sistema local. Na primeira etapa, 326 coletivos foram apresentados na 1ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (CAB), com previsão de incorporação gradual do restante da frota até dezembro.

    Para Aladilce, a ampliação da frota climatizada e adaptada para pessoas com deficiência reflete a priorização da mobilidade urbana pela gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    “Quero dizer da minha alegria desses ônibus estarem sendo integrados ao sistema de mobilidade de Salvador e dizer que isso está acontecendo porque nós temos um presidente da República preocupado com a mobilidade do povo de todo o país”, destacou Aladilce Souza em conversa com o bahia.ba.

    “Os ônibus estão chegando — ônibus modernos, com climatização e acessibilidade — porque existe um programa de PAC Mobilidade, uma linha de financiamento instituída pelo Governo Federal que abriu a possibilidade de a prefeitura tomar empréstimo e deu as garantias necessárias para a aquisição”.

    Críticas ao uso eleitoral

    Ao abordar os bastidores do processo, a vereadora ressaltou a articulação travada na Casa Civil sob o comando do ministro Rui Costa e cobrou o reconhecimento público da dependência da capital baiana em relação aos aportes federais e às integrações com o Metrô e o VLT, coordenados pelo Governo do Estado.

    “É preciso reconhecer o papel do BNDES e a sensibilidade do presidente Lula”, pontuou a vereadora. “A prefeitura de Salvador não anda com as próprias pernas se não tiver o investimento federal e estadual; não anda. Então é preciso calçar a sandália da humildade e reconhecer os benefícios que o Governo Federal traz para Salvador”.

    Aladilce também teceu duras críticas ao cronograma de liberação dos veículos pela administração municipal, apontando que o atraso na colocação dos ônibus em circulação penalizou a população soteropolitana no período pré-eleitoral.

    “Uma grande parte desses ônibus ficou parada, ficou escondida da população enquanto o povo estava sofrendo com a falta de linhas. Liberados agora, na véspera da eleição, para serem utilizados como moeda de campanha eleitoral. Isso está errado”, protestou.

    “Foram mais de 200 linhas de ônibus suprimidas da cidade, e a mobilidade é uma das maiores queixas da população. Então é festejar que estão sendo incorporados, mas entender que não é pelo mérito apenas da prefeitura, e sim pelas portas abertas pelo PAC Mobilidade”, concluiu a edil.