Publicado em 21/07/2026 às 20h09.

Aladilce critica mudança na escala do Samu e cobra diálogo com trabalhadores

Vereadora afirma que alteração da jornada de 24 para 12 horas foi adotada sem consulta

Redação
Foto: Antônio Queirós

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB) criticou a decisão da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador de alterar a escala de trabalho dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de 24 para 12 horas. A parlamentar afirmou que a mudança foi implementada sem diálogo com os trabalhadores ou com as entidades representativas da categoria.

A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (21), após visita da vereadora à sede do Samu na semana passada, motivada por denúncias de servidores. Na ocasião, Aladilce também rebateu as declarações do gerente do serviço, Ivan Paiva Filho, que havia defendido a nova escala sob o argumento de que ela traria melhorias ao atendimento.

Crítica à mudança da escala

Segundo a vereadora, a alteração rompe uma rotina consolidada ao longo de mais de duas décadas e deveria ter sido precedida por negociação com os profissionais.

“Os trabalhadores já tinham uma escala há 21 anos e a Secretaria Municipal de Saúde não podia alterar drasticamente uma rotina que vai impactar na vida de centenas de profissionais, sem que eles, ou as entidades representativas da área da saúde, tenham sido sequer consultados”, argumentou.

Enfermeira e dirigente do Sindsaúde-BA, Aladilce afirmou que o debate não deve se restringir ao modelo de jornada, mas ao processo de construção da decisão.

“Eu não estou afirmando qual a melhor escala, mas defendendo o diálogo, a negociação.”

Condições de trabalho

A parlamentar também defendeu que a administração municipal amplie a discussão sobre as condições de trabalho enfrentadas pelos profissionais do Samu e considere os riscos ocupacionais da atividade.

“Porque eu já trabalhei na área e sei que em saúde, ou em qualquer lugar, não é só você cobrar a produtividade, pagar o salário. Você tem que ver quais são os riscos do trabalho para afastá-los ou reduzi-los. E esses trabalhadores vivem sob tensão, sob riscos físicos, biológicos e emocionais”, afirmou.

Pedido de concurso público

Durante a visita ao serviço, Aladilce disse ter recebido relatos sobre a necessidade de realização de concurso público para reforçar o quadro de servidores do Samu.

Segundo a vereadora, trabalhadores apontaram que cerca de 110 profissionais contratados por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) permanecem em atividade com vínculos vencidos.

“É preciso um novo concurso para a área de saúde, com vagas específicas para o SAMU”, declarou.

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