Aladilce rebate Bruno Reis e cobra regulamentação do Parque do Vale Encantado

    Vereadora também antecipou que oposição vai pedir vista do texto que trata de um novo empréstimo para a renovação da frota do STEC

    Foto: Henrique Costa/Bahia.ba

    A líder da oposição na Câmara de Salvador, vereadora Aladilce Souza (PCdoB), rebateu nesta terça-feira (30) as declarações do prefeito Bruno Reis (União Brasil), que acusou os opositores de disseminarem notícias falsas sobre a possibilidade de abertura de uma nova via no Parque do Vale Encantado, em Patamares. Para a parlamentar, a própria gestão estaria propagando informações equivocadas.

    “Quem está propagando fake news é ele. Está escrito no projeto aprovado que a zona destina-se à implantação de vias estruturantes do sistema viário urbano e linhas de transmissão de energia. Ninguém está inventando nada”, afirmou Aladilce, ao ler trecho da proposta durante entrevista coletiva.

    Prefeito nega desmatamento

    Mais cedo, o prefeito negou qualquer intenção de reduzir a área verde. “O que foi feito naquele projeto foi ampliar a área do Parque do Vale Encantado. Essa história de abertura de via é inventada. O projeto que eu enviei está lá, no texto, e fala claramente que não se pode desmatar uma árvore com diâmetro de 15 centímetros. Muitos nem tiveram o trabalho de ler”, disse Bruno Reis.

    Aladilce, por sua vez, cobrou que a Prefeitura publique o decreto regulamentando oficialmente o parque. Segundo ela, a medida garantiria proteção efetiva ao espaço, que já sofreu grande redução. “Antes eram 2 milhões de metros quadrados, hoje é apenas 1 milhão”, destacou.

    Debate sobre empréstimo

    Durante a mesma entrevista, a vereadora também antecipou a estratégia da oposição em relação ao projeto que prevê empréstimo para renovar a frota do Sistema de Transporte Especial Complementar (STEC). O pedido foi encaminhado pelo Executivo e defendido pelo prefeito junto aos vereadores.

    Segundo Aladilce, o texto ainda não foi apresentado em detalhes aos parlamentares. “Como iremos aprovar algo sem conhecer? Seríamos irresponsáveis se fizéssemos isso. Portanto, iremos pedir vista, sim”, concluiu.