O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a atuação do governo federal no combate ao crime organizado e destacou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública durante encontro com empresários baianos, nesta quinta-feira (15), em Salvador.
Durante o evento, realizado no Hotel Wyndham Salvador Hangar Aeroporto, no Hangar Business Park, Alckmin citou a construção de presídios federais, a atuação das forças de segurança e o enfrentamento a organizações criminosas como exemplos da política federal para a área.
Ao abordar o sistema penitenciário, o vice-presidente mencionou sua experiência como governador de São Paulo e relatou que, em 2003, recebeu um pedido do então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, para manter o traficante Fernandinho Beira-Mar em uma unidade de segurança máxima paulista por 60 dias. Segundo Alckmin, a permanência se estendeu por dois anos.
O vice-presidente também atribuiu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a construção de quatro das cinco penitenciárias federais do país e afirmou que a atual gestão pretende intensificar o enfrentamento ao crime organizado em um eventual novo mandato.
Alckmin cita Banco Master e critica gestão Bolsonaro
Na sequência, Alckmin mencionou o caso Banco Master para estabelecer um contraste entre as gestões de Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, a instituição financeira surgiu e cresceu durante o governo anterior, e o caso envolve uma fraude estimada em R$ 60 bilhões.
“Quem fechou o banco e prendeu o Vorcaro foi o governo do presidente Lula”, afirmou, em referência ao banqueiro Daniel Vorcaro.
O vice-presidente também defendeu a independência das investigações da Polícia Federal e afirmou que o governo federal atua com espírito republicano. Ao criticar a gestão Bolsonaro, disse que quatro diretores-gerais da corporação foram demitidos naquele período e relacionou as mudanças à aproximação de investigações com integrantes da família do ex-presidente.
“ Nós temos espírito republicano. A lei é para todos. Essa é uma segurança para a sociedade”, declarou.
Alckmin critica redução de penas para poderosos
Alckmin também criticou a possibilidade de redução de penas para beneficiar pessoas influentes e defendeu o princípio da igualdade perante a lei. “O que não pode é querer reduzir pena para gente poderosa”, afirmou.
Para o vice-presidente, a aplicação da Justiça deve seguir critérios iguais, sem privilégios políticos. “A lógica da República é: todos são iguais perante a lei. E o presidente Lula tem dado exemplo de espírito republicano. Não tem ingerência política para privilegiar ninguém e para beneficiar outros. É isso que a sociedade espera, que haja justiça, né? Que a lei seja para todos”, declarou.
PEC da Segurança Pública
A PEC da Segurança Pública, proposta pelo Executivo federal, integra a agenda do governo para ampliar a coordenação entre União, estados e demais órgãos responsáveis pelo enfrentamento à criminalidade.
Durante o encontro em Salvador, Alckmin defendeu o fortalecimento das ações federais e mencionou medidas como o aumento de penas para integrantes de organizações criminosas e a atuação das forças de segurança em diferentes modalidades de transporte.
O evento reuniu empresários baianos para discutir o cenário econômico, os desafios e as perspectivas para o futuro do Brasil.

