Alcolumbre estuda liberação de Bolsonaro para garantir reeleição

    Presidente do Senado avalia indulto ou anistia para atrair a direita

    Foto: Carlos Moura/Agência Senado

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), analisa articular junto ao Palácio do Planalto uma alternativa para a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detido e inelegível até 2060.

    O movimento busca atrair o apoio da bancada de direita e garantir a recondução ao comando do Congresso em fevereiro de 2027. Entre as opções avaliadas estão o envio de uma proposta de indulto humanitário ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou a tramitação de um projeto de anistia no Legislativo.

    A estratégia visa atender a dois objetivos centrais do amapaense: desidratar as candidaturas de oposição lançadas pelo PL e pelo PP e aliviar a pressão da direita pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial de Alexandre de Moraes.

    Caso prospere, a medida permitiria a libertação do ex-presidente sem a devolução de seus direitos políticos, dependendo de um eventual aval do governo federal para evitar vetos ou reações nas ruas.

    PL trabalha por candidatura própria

    Diante do impasse, o PL trabalha para consolidar uma candidatura própria encabeçada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), nome que deve ser chancelado em reunião da bancada no próximo dia 4 de novembro.

    O partido projeta expandir sua representação atual de 29 cadeiras para até 34 senadores, impulsionado pela posse de suplentes com a eleição de titulares para governos estaduais, além da migração de parlamentares de outras siglas.

    Em paralelo, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também movimenta bastidores para unificar a oposição em torno de seu nome. Mapeamentos internos indicam que, embora Marinho apresente maior tração inicial no primeiro turno, Tereza demonstra maior capacidade de captação de votos flutuantes em uma eventual segunda etapa de votação direta contra Alcolumbre.

    Para se reeleger, o atual presidente precisa alcançar o patamar mínimo de 41 votos no pleito de votação secreta. Publicamente, ele contabilizou o apoio de 48 parlamentares.