Sobre a publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira (6) com mudanças no Conselho de Administração da Itaipu Binacional, em que o ex-deputado federal José Carlos Aleluia da cota do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi um dos exonerados, Aleluia, em conversa com o bahia.ba, afirmou ter visto a decisão do presidente Lula (PT) com naturalidade. Ainda, apesar de confirmar estar fora da política-partidária, sem descartar retornar, não hesitou em afirmar que, como cidadão, nas eleições de 2024 votará em Bruno Reis (UB) ‘pelo bom trabalho que ele vem desenvolvendo”.
“Vi com bastante naturalidade, tratou-se de uma alternância de poder, em que ele [Lula] escolheu pessoas de sua confiança para os cargos no conselho”, frisou, enfatizando ter tido a certeza de ter cumprido a sua missão à frente do posto em que ocupou por quatro anos. Ainda, desejou sucesso aos novos conselheiros e se colocou à disposição para colaborar no que fosse preciso.
Questionado sobre de que lado estaria, Aleluia preferia cautela. “Não estou fazendo política, estou trabalhando como engenheiro, fui presidente da Coelba, da Chesf e, tenho feito assessorias, sobretudo, nas áreas de energia elétrica, petróleo e gás e ambiental”, elencou, não descartando, porém um possível retorno ao cenário político sem precisar datas.
Ele não deixou, no entanto, de confirmar seu voto como cidadão nas eleições de Salvador em 2024. “Como cidadão votarei em Bruno Reis pelo bom trabalho que ele está desenvolvendo na cidade”, concluiu.
Além de Aleluia, outros quatro nomes foram publicados no Diário da União. Bento Albuquerque – ex-ministro de Minas e Energia; Cida Borghetti – ex-governadora do Paraná; Célio Faria Júnior – ex-ministro da Secretaria de Governo e Adolfo Sachsida – ex-ministro de Minas e Energia. Foram nomeados, por sua vez: Alexandre Silveira de Oliveira – ministro de Minas e Energia; Fernando Haddad – ministro da Fazenda;
Esther Dweck- ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e Rui Costa dos Santos – ministro da Casa Civil.
A Itaipu é uma entidade binacional que tem como partes a brasileira Eletrobras e a paraguaia ANDE (Administración Nacional de Eletricidade). A usina é líder na produção de energia, com mais de 2,9 bilhões de megawatts-hora fornecidos.
O Conselho de Administração da binacional de energia é formado por integrantes brasileiros e paraguaios. Pelas regras, uma das vagas é ocupada pelo ministro de Minas e Energia do Brasil. Os membros se reúnem seis vezes por ano e, como atribuições, decidem sobre as diretrizes da hidrelétrica, o regimento interno e as propostas orçamentárias anuais, entre outras.

