Alexandre de Moraes no STF, mais um em um cenário de moral arrasada

    Michel Temer usou da mesmíssima prerrogativa oficial que Lula usou para emplacar Dias Tóffoli, ex-advogado do PT, e Dilma para botar Edson Fachin, militante petista

    Frase da vez

    “O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis.”
    Platão, filósofo grego (428/427 a. C. – 348/347 a.C.)

    Foto: Beto Barata/ PR
    Foto: Beto Barata/ PR

    Petistas bradaram aos quatro ventos que Alexandre de Moraes no STF é jogo de carta marcada: teria a intenção de segurar os aliados de Temer melados na Lava Jato.

    O fato é que Temer ficou tão feliz com a aprovação dele no Senado que chegou a fazer uma edição extra do Diário Oficial da União para carimbar a nomeação. Mas, convenhamos, Temer usou da mesmíssima prerrogativa oficial que Lula usou para emplacar Dias Tóffoli, ex-advogado do PT, e Dilma para botar Edson Fachin, militante petista com direito a discursos espalhados nas redes sociais.

    Ou seja, cada um indica gente da sua confiança. A diferença entre os dois casos é que Moraes entrou em cena em um momento em que a Lava Jato já carimbou como corrupta grande parte da nossa representação política, com a ressalva de que o próprio Temer é citado, mais o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e mais dez da CCJ (incluso o presidente Edson Lobão-PMDB-MA).

    E com Lula e Dilma era o mesmo jogo sem carimbo, ou seja, tudo incubado. Em suma, estamos em uma crise moral sem precedentes. Quem deveria nos governar está no olho do furacão em que a credibilidade da representação política derreteu.

    Esse é o Brasil em que vivemos, no qual cai bem relembrar a frase famosa de Sérgio Porto, O Stanislaw Ponte Preta: “Ou restaure-se a moralidade ou lucupletemo-nos todos”.